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Nos últimos dias, o mercado trabalhou sob a expectativa de que o BC pudesse rolar os contratos de swap cambial tradicional que vencem nesta quarta-feira, no valor de 4,57 bilhões de dólares. Mas isso não ocorreu porque, na avaliação dos especialistas, não existe uma pressão maior sobre o dólar, cuja cotação está nos patamares desejados pela autoridade monetária.
O BC já deixou claro que não deseja o dólar abaixo de 2 reais. Quando a moeda chegou a ficar abaixo desse patamar, no início do mês, o diretor Política Monetária do BC, Aldo Mendes, declarou que a autoridade monetária poderia atuar comprando dólares no mercado futuro caso fosse necessário.
Isso porque, segundo ele, a moeda norte-americana abaixo de 2 reais não era bom para a indústria. Desde então, o dólar não voltou a cair para menos desse piso.
O mercado acredita que o BC também não quer o dólar acima de 2,10 reais, já que quando a moeda chegou próximo a esse patamar, atuou com leilão de swap tradicional na maioria das vezes.
Para o estrategista-chefe, a tendência é que o dólar também possa continuar se mantendo dentro dessa banda informal imposta pelo BC, a não ser que ocorram eventos que levem a uma grande melhora ou piora externa.
No exterior, os investidores têm ficados cautelosos, com expectativas sobre as reuniões do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, e do Federal Reserve, banco central dos EUA, na quarta-feira, quando podem anunciar medidas de estímulo econômico.
O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou na semana passada que a autoridade monetária está pronta para fazer o que for necessário para preservar o euro, alimentando expectativas de que o banco pode reativar seu programa de compra de títulos como fez um ano antes, quando começou a adquirir dívida da Espanha e da Itália.
"A dúvida que fica é em relação ao cenário internacional, não vejo grandes avanço, têm a resistência da Alemanha... Com isso, acho que o dólar pode continuar nesse patamar, até no máximo até 2,10 reais", acredita também o consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi Mauricio Nakahodo.
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