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Notas de dólar: o BC já deixou claro que não deseja a moeda abaixo de 2 reais
São Paulo - Com o mercado de olho em uma possível atuação do Banco Central para rolar contratos de swap cambial que vencem no dia 1º de agosto, o que acabou não acontecendo até o fechamento do pregão dessa terça-feira, o dólar encerrou em alta ante o real pelo terceiro dia seguido.
A moeda norte-americana fechou com valorização de 0,52 por cento, a 2,0490 reais na venda. Em julho, o dólar fechou com ganho de 1,95 por cento, "preso" na banda informal de 2 a 2,10 reais imposta pelo próprio BC, segundo avaliações dos profissionais do mercado.
Pesou também a expectativa de mais ações de estímulos de bancos centrais espalhados pelo mundo.
Em junho a moeda havia caído 0,38 por cento, depois que o BC fez diversas atuações por meio de leilões de swap tradicional, operação que equivale a venda de dólares no mercado futuro. Mesmo assim, no semestre, o dólar acumula ganhos de 9,66 por cento ante o real.
"Ao longo do mês vimos basicamente a confirmação de que o dólar tende a ficar entre 2 reais e no máximo 2,10 reais. Vai ser difícil ser rompido no curto prazo, apenas com oscilações diárias que podem ser atribuídas a fatores externos", disse o estrategista-chefe do banco Credit Agricole, Vladmir Caramaschi.
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