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São Paulo - O mercado de câmbio optou pela cautela ao iniciar uma semana cuja agenda prevê eventos capazes de alterar o nível atual das cotações. No exterior, haverá reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, que decide os passos da política monetária dos Estados Unidos na quarta-feira e, no dia seguinte, é a vez do encontro do Banco Central Europeu (BCE). Aqui, existe o vencimento de swaps cambiais, que somam cerca de US$ 4,5 bilhões, na quarta-feira.
Com isso, o dólar encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de 0,79%, a R$ 2,040, no mercado à vista de balcão, enquanto a cotação do pronto, na BM&F, ficou em R$ 2,038, com valorização de 0,84%. No mercado futuro, o contrato com vencimento em agosto marcava alta de 0,87%, a R$ 2,040, com 13.247 negócios fechados, às 16h48. O vencimento de setembro estava com aumento de 0,86%, a R$ 2,052, no mesmo horário, com 521 transações efetivadas.
Segundo o operador da Interbolsa Brasil, Ovídio de Pinho Soares, principalmente durante o período da tarde, a pressão maior de alta nas cotações do dólar ante o real esteve associada ao vencimento dos contratos de swap. Em sua avaliação, no nível atual de cotações, abaixo de R$ 2,05, o Banco Central não deve fazer a rolagem. Isso equivale e uma retirada de cerca de US$ 4,5 bilhões do sistema. "Se a cotação estivesse mais próxima de R$ 2,10 haveria um esforço maior para rolar o vencimento, mas no nível em que está, acho que o BC vai deixar vencer, ou pode fazer uma rolagem parcial", afirmou.
De acordo com ele, a alta do dólar acelerou-se ao final da tarde, conforme foi se intensificando no mercado essa percepção de que a rolagem dos swaps poderá não ocorrer. "Conforme o tempo passa e a chance de rolagem diminui, o dólar sobe mais", disse. "O mercado está vendo o prazo para a rolagem terminar e isso está tendo peso nas cotações", concorda outro operador. Para esse profissional. "O BC deixa vencer os swaps e, se isso pressionar muito o dólar ele pode ofertar novos contratos ou vender dólares no mercado à vista".
Diante da expectativa sobre o vencimento dos swaps e da espera pelas decisões de política monetária do Fomc e do BCE, os investidores praticamente não reagiram à captação do Itaú que, segundo fontes, somou US$ 1,250 bilhão. O volume inicial pretendido era de US$ 500 milhões, mas diante de uma demanda estimada em US$ 3,5 bilhões pelo mercado, a instituição ampliou a operação. "O resultado positivo não é uma surpresa para o mercado porque sempre que alguém emite existe interesse", disse um especialista.
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