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Câmbio | 30/01/2012 17:55

Dólar sobe 0,62%, a R$1,7494, em dia negativo no exterior

A moeda norte-americana subiu 0,62 por cento, para 1,7494 real na venda

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Dólar em notas

Na sexta-feira, a taxa de câmbio havia caído a 1,7386 real, mínima em quase três meses

São Paulo - O dólar inverteu o movimento das duas últimas sessões e fechou em alta ante o real nesta segunda-feira, diante da aversão a risco no cenário externo, abalado por dúvidas sobre a capacidade da Grécia de evitar um calote. A moeda norte-americana subiu 0,62 por cento, para 1,7494 real na venda.

Na sexta-feira, a taxa de câmbio havia caído a 1,7386 real, mínima em quase três meses. O repique do dólar nesta sessão indicou um ajuste técnico, de acordo com o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil Moacir Marcos Júnior. "Por enquanto é só um respiro, tinha caído demais.

O 'driver' para uma alta consistente ainda não aconteceu", afirmou. Das 21 sessões de janeiro, incluindo a desta segunda-feira, o dólar caiu em 13, acumulando no período depreciação de 6,37 por cento. Novamente, as operações locais foram orientadas pelo noticiário externo, onde predominavam as preocupações com a crise de dívida na zona do euro, centrada no momento na Grécia.

O mercado teme que a cúpula da União Europeia (UE) que ocorre nesta segunda-feira resulte em pouco progresso para diminuir a dívida grega e permitir que o país receba um segundo pacote de resgate, crucial para honrar 14,5 bilhões de euros em dívidas em meados de março.

Segundo fontes, os líderes do bloco europeu aprovaram a criação de um fundo permanente de resgate, mas ainda divergem sobre temas como austeridade fiscal, crescimento econômico e as finanças da Grécia. Ante uma cesta de divisas, o dólar avançava cerca de 0,35 por cento no final da tarde, amparado pela queda do euro, que oscilava em torno de 1,3120 dólar.

A aversão a risco era espelhada ainda pelo comportamento dos mercados acionários. Em Wall Street, as bolsas de valores operavam no vermelho, apesar de longe das mínimas do dia, enquanto o índice de volatilidade da CBOE -considerado termômetro do nervosismo dos mercados- subia cerca de 4,8 por cento. 

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