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São Paulo - O dólar registrava alta ante o real nesta quinta-feira, após dados sinalizando desaceleração da atividade econômica global ferirem o apetite por risco do investidor, o que afastava a moeda do piso informal de 2 reais.
Às 11h41, o dólar subia 0,31 por cento, para 2,0253 reais na venda. O dólar australiano, considerado de perfil semelhante ao real, perdia 0,33 por cento em relação à divisa dos Estados Unidos.
"O pano de fundo para o real hoje é o cenário externo, principalmente a estimativa preliminar ruim do PMI chinês", afirmou o economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)preliminar do HSBC para a China mostrou que o setor industrial do país contraiu em agosto no ritmo mais rápido em nove meses, aumentando preocupações sobre a saúde da demanda global. O indicador caiu para 47,8 neste mês, o menor nível desde novembro e bem abaixo do número final de julho, de 49,3.
Somando-se aos temores com a recuperação econômica global, o PMI preliminar de agosto para a zona do euro sinalizou que o bloco monetário está caminhando para a segunda recessão em três anos. O índice PMI composto, que mede os setores industriais e de serviços juntos, avançou para 46,6, mas marcou o sétimo mês de leitura abaixo de 50, que divide crescimento de contração.
A economia norte-americana também era motivo de preocupação para os investidores nesta sessão, depois que os dados de novos pedidos de auxílio-desemprego mostraram uma alta inesperada na semana passada. Os pedidos subiram em 4 mil, para 372 mil, segundo dados ajustados sazonalmente.
No entanto, isso pode alimentar esperanças de novas medidas de estímulo pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que sinalizou na véspera que deve fazer outra rodada de estímulo monetário "em breve", a menos que dados apontem para fortalecimento "substancial e sustentável" da recuperação.
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