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Moeda | 23/08/2012 12:02

Dólar sobe 0,3% com preocupações sobre crescimento global

O dólar australiano, considerado de perfil semelhante ao real, perde 0,33% em relação à divisa dos Estados Unidos

Reuters

Um brasileiro troca reais por dólares numa casa de câmbio no centro do Rio de Janeiro

Um brasileiro troca reais por dólares numa casa de câmbio no centro do Rio de Janeiro

São Paulo - O dólar registrava alta ante o real nesta quinta-feira, após dados sinalizando desaceleração da atividade econômica global ferirem o apetite por risco do investidor, o que afastava a moeda do piso informal de 2 reais.

Às 11h41, o dólar subia 0,31 por cento, para 2,0253 reais na venda. O dólar australiano, considerado de perfil semelhante ao real, perdia 0,33 por cento em relação à divisa dos Estados Unidos.

"O pano de fundo para o real hoje é o cenário externo, principalmente a estimativa preliminar ruim do PMI chinês", afirmou o economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)preliminar do HSBC para a China mostrou que o setor industrial do país contraiu em agosto no ritmo mais rápido em nove meses, aumentando preocupações sobre a saúde da demanda global. O indicador caiu para 47,8 neste mês, o menor nível desde novembro e bem abaixo do número final de julho, de 49,3.

Somando-se aos temores com a recuperação econômica global, o PMI preliminar de agosto para a zona do euro sinalizou que o bloco monetário está caminhando para a segunda recessão em três anos. O índice PMI composto, que mede os setores industriais e de serviços juntos, avançou para 46,6, mas marcou o sétimo mês de leitura abaixo de 50, que divide crescimento de contração.

A economia norte-americana também era motivo de preocupação para os investidores nesta sessão, depois que os dados de novos pedidos de auxílio-desemprego mostraram uma alta inesperada na semana passada. Os pedidos subiram em 4 mil, para 372 mil, segundo dados ajustados sazonalmente.

No entanto, isso pode alimentar esperanças de novas medidas de estímulo pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que sinalizou na véspera que deve fazer outra rodada de estímulo monetário "em breve", a menos que dados apontem para fortalecimento "substancial e sustentável" da recuperação.

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