São Paulo - O dólar tinha leves variações nesta terça-feira sobre o real, ainda refletindo o estímulos adotados na China, a alta dos preços do petróleo e a indicação do Banco Central brasileiro de que vai rolar integralmente os swaps cambiais que vencem em abril.

Às 10:16, o dólar avançava 0,05 por cento, a 4,0057 reais na venda, após marcar em fevereiro o primeiro mês de queda após três altas seguidas. Na mínima do dia, a moeda chegou a 3,9787 reais neste pregão, e a máxima a 4,0084 reais.

O dólar futuro, que havia ampliado a alta na véspera após o fechamento do mercado à vista, caía cerca de 0,5 por cento.

"O otimismo com a China continua ajudando moedas emergentes hoje, mesmo depois de alguns dados fracos", disse o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva.

A melhora nos mercados externos já vinha desde a véspera, quando o banco central da China cortou as taxas de compulsório para tentar aquecer a economia.

O movimento se sobrepôs até à rodada de números fracos sobre a segunda maior economia do mundo, que alguns operadores afirmaram aumentar a chance de o país adotar ainda mais estímulos.

As notícias também alimentaram expectativas de maior demanda chinesa por petróleo, contribuindo para elevar os preços da commodity. Sinais de que a sobreoferta global estaria começando a diminuir também ajudavam.

No Brasil, o anúncio pelo BC de leilão de até 9,6 mil swaps cambiais para rolagem dos contratos que vencem em abril também contribuía. Se mantiver o ritmo e vender a oferta integral até o penúltimo pregão do mês, como de praxe, a autoridade rolará integralmente o lote de abril, equivalente a 10,092 bilhões de dólares.

"Pouca gente acreditava que o BC diminuiria a rolagem, mas existe sempre um ajuste marginal quando o anúncio de fato acontece", explicou o operador de uma corretora nacional.

O BC rolou integralmente os últimos sete lotes de swap.

Texto atualizado às 10h52.

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