O dólar ampliava a queda para mais de 2 por cento e voltava abaixo de 4 reais nesta quarta-feira, refletindo o forte apetite por risco nos mercados globais alimentado por expectativas de congelamento da produção de petróleo em meio ao excesso de oferta global.

Às 14:17, o dólar recuava 2,22 por cento, a 3,9803 reais na venda, anulando a alta de quase 2 por cento vista na véspera. O dólar futuro recuava 2,3 por cento.

"Essa disparada do petróleo causou uma reversão de todo aquele pessimismo que vimos ontem", disse o operador José Carlos Amado, da corretora Spinelli.

Após recuarem na véspera, os preços do petróleo subiam em torno de 5 por cento nesta sessão depois de o Irã expressar apoio à iniciativa encabeçada por Rússia e Arábia Saudita para congelar a produção de forma a impulsionar os preços.

A recuperação do combustível alimentava a demanda por ativos de maior risco, especialmente aqueles ligados a commodities. A moeda norte-americana recuava quase 3 por cento contra o peso mexicano, que vem sendo especialmente afetado pela queda do óleo.

Operadores ressaltavam, porém, que a agenda carregada em termos de política -- com a volta das atividades do Congresso Nacional -- e a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve simultaneamente ao fechamento do mercado à vista devem sustentar a volatilidade no mercado.

"A ata da última reunião do Fed será o destaque da agenda macro de hoje. Riscos... devem ser ressaltados no documento, mais uma vez. Seguirá baixa a probabilidade de elevação de juros neste ano", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório.

Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 5,804 bilhões de dólares, ou cerca de 57 por cento do lote total, que equivale a 10,118 bilhões de dólares.

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