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Repique | 25/01/2012 10:51

Dívida atrelada à inflação ressurge no mercado com queda da Selic

Dívidas corporativas atreladas à inflação respondiam por 9,8 por cento das séries em dívida local no ano passado, o nível mais baixo desde 2008

Gabrielle Coppola, da
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Divulgação

Shopping da BR Malls

BR Malls Participações SA é uma das empresas que estão vendendo dívida atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

As emissões de dívidas corrigidas pela inflação estão tendo um repique no mercado brasileiro desde que atingiram o menor nível em três anos, com especulações de que os cortes da taxa básica de juros vão manter a inflação ao consumidor acima da meta do governo.

Empresas desde a administradora de shoppings BR Malls Participações SA à segunda maior geradora e distribuidora de energia do País, a Cia. Energética de Minas Gerais, estão vendendo dívida atrelada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Dívidas corporativas atreladas à inflação respondiam por 9,8 por cento das séries em dívida local no ano passado, o nível mais baixo desde 2008, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Economistas estão prevendo que a inflação brasileira medida pelo IPCA vai se manter acima do centro da meta, de 4,5 por cento, até 2015, depois que o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic quatro vezes desde agosto para sustentar o crescimento em meio à crise da dívida europeia.

O rendimento médio dos papéis de dívida brasileiros corrigidos pela inflação com vencimento em 2017 caiu 1,15 ponto percentual desde 31 de agosto, para 5,39 por cento, elevando o preço de mercado dos títulos. Dívidas mexicanas atreladas à inflação ao consumidor com vencimento semelhante saíram no mesmo período, com os rendimentos subindo 0,04 ponto percentual.

“Nós temos percebido um interesse grande em emitir dívida atrelada ao IPCA, porque os juros reais estão baixos”, disse Daniel Vaz, chefe de mercados de capitais de dívida do Banco BTG Pactual SA, em entrevista por telefone de São Paulo. “Nós gostaríamos de vê-los caírem mais, mas historicamente eles já estão em níveis muito baixos.”

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