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O acordo, fechado em agosto do ano passado, prevê o pagamento de 88 milhões de reais e uma emissão de ações que faz com que os acionistas da M1 detenham quase 26,3% da Dasa
São Paulo – As ações da Diagnósticos da América (DASA3) caem forte na BM&FBovespa nesta quinta-feira (28) após a Procuradoria-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (ProCade) determinar que a empresa e a MD1 Diagnósticos, cujo controlador é o empresário Edson Godoy Bueno, dono da operadora de planos de saúde Amil, mantenham as suas operações separadas.
Em sua defesa, a Dasa afirmou hoje que a ProCade pode ter entendido que a Dasa e a Amil serão, na verdade, controladas pela mesma pessoa. O acordo, fechado em agosto do ano passado, prevê o pagamento de 88 milhões de reais e uma emissão de ações que faz com que os acionistas da M1 detenham aproximadamente 26,3% da Dasa. Bueno se tornaria o principal acionista individual da Dasa.
“A participação de determinados acionistas da Amil no capital social da Dasa (...), não lhes da qualquer ingerência que permita a conclusão de que a DASA e a Amil estejam sujeitas a um mesmo controle ou mesmo que possuam estruturas de governança corporativa compartilhadas no âmbito das relações societárias mencionadas pela ProCade”, ressalta a empresa em nota.
Na sessão de hoje, os papéis da Dasa chegaram a cair 4,23%, cotados a 17,86 reais na mínima do dia. No acumulado do mês, as ações apresentam desvalorização de 12,95%, enquanto no ano o recuo é de 18,76%. A companhia disse ainda que o parecer é opinativo e não possui caráter vinculativo e não deve ser interpretado como uma indicação de que o Cade seguirá a recomendação.
O jornal Valor Econômico sugeriu hoje que o órgão vai suspender a fusão entre a Dasa e a MD1 por conta da diminuição da concorrência que a união das duas empresas pode gerar no setor, concentrando 55% do mercado de diagnósticos laboratoriais. De acordo com o jornal, as empresas já estavam há seis meses integrando suas operações.
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