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Petrobras: acusação apontou uma série de indícios de que os negócios foram irregulares
Rio - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu nesta terça-feira 20 acusados de uso de informação privilegiada ("insider") na compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, em 2007, por R$ 2,7 bilhões. O grupo acusado de ganhos irregulares na negociação de papéis da petroquímica incluía o Banco Prosper, a Prosper Gestão de Recursos, executivos e funcionários do grupo, além de oito investidores da família Rzezinski, que operava pela corretora.
Na acusação, a procuradoria especializada do órgão regulador do mercado apontou uma série de indícios de que os negócios foram irregulares e realizados a partir de informações relevantes não divulgadas ao mercado. Entre eles, a CVM indicou o relacionamento pessoal entre as famílias controladoras do grupo Suzano e do Grupo Prosper, a "corrida" dos investidores pelo papel e o timing das operações.
Além disso, apontou o fato de a corretora Prosper ter sido a que mais atuou na ponta compradora das ações da Suzano, intermediando 14% das operações. A acusação destacou ainda o ambiente favorável à circulação de informações no grupo Prosper, já que o banco e a corretora ficavam no mesmo andar e as ordens de negociação eram dadas em voz alta.
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