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São Paulo - A Cosan não pretende emitir novas ações para financiar o percentual de 5,67% das ações que pretende comprar da América Latina Logística (ALLL3). "Achamos que temos outras fontes de financiamento muito mais baratas que emissão de ações nesse momento", afirmou Marcos Marinho Lutz, diretor-presidente da Cosan (CSAN3), em teleconferência para jornalistas.
Entre as opções estudadas pela empresa, Lutz disse que a companhia avalia desde utilizar seu próprio caixa, até um veículo parecido com o usado para capitalizar a Novo Rumo Logística. Lutz não deu muitos detalhes sobre qual veículo seria esse. Em 2010, porém, a companhia recebeu um investimento de 400 milhões de reais pelos fundos privados da TPG Capital e Gávea Investimentos. "Nada disso está definido ainda. O anúncio da intenção foi apenas o primeiro passo e decidimos informar logo ao mercado para evitar vazamentos das notícias", disse Lutz.
Sobre o preço do negócio, que beira os 22 reais por ação, Lutz explicou a lógica do valor ser muito superior aos 11,30 que a ALL está cotada no momento. Segundo ele, o valor inclui o direito da companhia a entrar no acordo de acionistas e um potencial de desenvolvimento de projetos conjuntos muito grande, com boas perspectivas para o setor de infraestrutura.
Ações em queda
Enquanto a ação da ALL sobe 2,45%, aos 11,30 reais, os papéis da Cosan registram a maior baixa do Ibovespa, com desvalorização de 5,16%, aos 29,40 reais. Lutz diz que o movimento de queda do comprador e alta da empresa que recebeu o investimento é natural no mercado e já era esperado pela empresa. “Numa quarta-feira de cinzas, com menos liquidez, esse efeito é ainda maior”, afirmou. Segundo ele, o importante é avaliar o movimento das ações ao passo que o mercado estuda mais a fundo o valor e o potencial do negócio.
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