São Paulo - A IGB Eletrônica, nova denominação da marca Gradiente, anunciou nesta segunda-feira um plano com o qual pretende levantar a empresa, que está mergulhada em dívidas.

A Gradiente, que já foi a maior fabricante brasileira de eletroeletrônicos, entrou em uma grave crise financeira em 2007, quando paralisou duas fábricas e as vendas no mercado. A companhia lançou um plano de reestruturação em 2008 e o processo de recuperação extrajudicial foi aprovado em 2010.

Por meio de fato relevante, a IGB informou que os acionistas controladores irão transferir à HAG S.A., empresa não operacional, todas suas ações, tornando a IGB controlada da HAG.

Além disso, a HAG pedirá no primeiro trimestre deste ano um registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), antes de tentar listar as ações Novo Mercado da BM&FBovespa.

Após a entrada no Novo Mercado, a HAG fará um pedido de oferta pública de ações, comprando as ações da IGB no mercado, para que a base acionária migre para a HAG e participe indiretamente da Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), arrendatária da marca Gradiente.

A proposta da HAG será de que cada ação da IGB seja trocada por dez da própria companhia. "Quer no âmbito do aumento de capital, quer no da OPA, a emissão de ações por parte de HAG ensejará a cobrança em favor da emissora de vinte e cinco milésimos de real por ação emitida", disse o comunicado.

Após a OPA, será feito um pedido de cancelamento de registro de companhia aberta da IGB, desde que dois terços dos acionistas aceitem a oferta. A IGB prevê que a OPA seja concluída ainda no primeiro semestre de 2012.

A companhia informou ainda que a marca Gradiente será reinserida no mercado por meio da CBTD, que será responsável por explorar "novas oportunidades de negócio que venham a surgir naquele setor".

Os recursos provenientes deverão quitar o passivo da companhia, avaliado em 389,6 milhões de reais em 30 de setembro de 2011. Além disso, constam outros 91,2 milhões de reais do Programa de Parcelamento de Débitos da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Secretaria da Receita Federal (Refis).

"Cálculos preliminares elaborados por perita independente estimam valor, atualizado até 31 de dezembro de 2011, em torno de 235 milhões de reais", diz a IGB, afirmando que o valor considera prazo decadencial de 10 anos, ainda a ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.

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