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Crise | 14/06/2012 11:11

Comissão Europeia culpa Grécia por alta do bônus espanhol

Segundo a entidade, o nervosismo dos mercados e a incerteza com as eleições gregas foram decisivos para o recorde de juros alcançado pelo bônus espanhol

Louisa Gouliamaki/AFP

Euro

Apesar das dificuldade, Bruxelas acredita que a Espanha está no caminho certo com seus "esforços" em "todas as frentes"

Bruxelas - A Comissão Europeia culpou nesta quinta-feira o nervosismo dos mercados e a incerteza com as eleições gregas deste domingo pelos juros recordes alcançados pelo bônus espanhol a dez anos e a alta do prêmio de risco.

"A situação nos mercados reflete um nervosismo que se arrasta há muito tempo sobre a situação em toda a zona do euro. Evidentemente, o que possa ocorrer no domingo na Grécia pesará, e já pesando muito, nas atitudes dos investidores", assegurou em declarações aos jornalistas o porta-voz econômico da Comissão, Amadeu Altafaj.

Segundo Bruxelas, a situação não pode ser julgada pelo "prêmio de risco em um determinado dia".

"O que é preciso é que gradualmente, e isso é um trabalho de formiga, a confiança vá se recuperando", disse Altafaj, para quem a Espanha está no caminho certo com seus "esforços" em "todas as frentes".

Segundo o porta-voz, o trabalho para sanear as contas públicas, as reformas estruturais para gerar crescimento e emprego e a reforma do setor financeiro, o "que era algo necessário há muito tempo", devem "contribuir para reforçar a confiança aos poucos".

A Comissão insiste que a alta dos juros dos bônus e do prêmio de risco está relacionado ao "nervosismo" e às "incertezas que vão muito além das fronteiras da Espanha", mas que afetam especialmente os "países que estão sob maior pressão dos mercados, como é o caso da Espanha e da Itália".

"Isso se reflete no prêmio de risco, às vezes na cotação do euro, mas é preciso perseverar na resposta à crise e não dar respostas erráticas, mas cumprir tudo o que se anuncia e aplicar as medidas que se decidam", frisou Altafaj.

O porta-voz assegurou além disso que "não deveria haver nenhuma dúvida nos mercados" sobre a capacidade da Espanha para fazer frente à reestruturação dos bancos depois da ajuda de até 100 bilhões de euro estipulada pelo Eurogrupo. 

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