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Por fim, o estudo aponta que são poucas as evidências internacionais de êxito de longo prazo com a entrada de uma bolsa de valores de caráter geral
São Paulo - Há espaço para a entrada de concorrentes no mercado de bolsa de valores no Brasil, mas isso depende de mudanças regulatórias e não é certo que haja benefícios claros. Essas são algumas das conclusões do estudo da consultoria Oxera a pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), divulgado nesta segunda-feira. O documento deve subsidiar discussões que a CVM terá com representantes do mercado e que pode levar a mudanças regulatórias que abrir espaço para a concorrência num mercado hoje monopolizado pela BM&FBovespa.
Segundo a Oxera, a favor da competição há o histórico de outros mercados em que a entrada de concorrentes resulta em reduções de preço das negociações, além de melhorias de serviço.
O impacto poderia ser benéfico sobre a liquidez. As plataformas Diretc Edge e Bats mostraram interesse em operar no país.
Para a consultoria, o mercado brasileiro (considerando-se negociação e pós-negociação) é caracterizado por tarifas altas em comparação com outras praças, mesmo após levando-se em conta a gama de serviços oferecidos.
"Em princípio, há espaço suficiente para que múltiplas plataformas de negociação possam competir de modo eficiente", diz trecho do estudo.
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