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Líderes dos BRICs: os mercados acionários emergentes podem dobrar de valor até 2020 com o aumento do peso de seus produtos internos brutos na economia mundial
São Paulo - Os maiores países emergentes aumentam seu peso na economia global ao mesmo tempo em que sua participação no mercado acionário mundial fica menor. Essa equação deixa investidores em emergentes com as ações mais baratas em sete anos.
Brasil, Rússia, Índia e China, conhecidos como o grupo BRIC, vão responder por 20 por cento da economia mundial este ano depois de multiplicarem por quatro o valor total de suas economias nos últimos 10 anos, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional. Já a soma do valor das ações desses países caiu para 16 por cento do total investido em renda variável no mundo, o menor nível em três anos, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Para Jim O’Neill, presidente do conselho do Goldman Sachs Asset Management e criador do termo BRIC em 2001, essa diferença de 4 pontos percentuais torna as ações nesses mercados irresistíveis. Na última vez em que a diferença foi tão grande, em 2005, o índice MSCI BRIC deu um salto de 53 por cento em 12 meses, mais do que o dobro da alta do índice MSCI para todos os países.
“A menos que vejamos um grande colapso dessas economias, esta é uma grande oportunidade para investidores”, disse O’Neill, que ajuda a administrar US$ 715 bilhões, em entrevista por telefone em 28 de junho.
Os mercados acionários dos BRICS pode dobrar de valor até 2020 com o aumento do peso de seus produtos internos brutos na economia mundial para cerca de 27 por cento, disse ele.
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