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São Paulo - Com produtos de investimentos focados no mercado brasileiro, a Bradesco Asset Management (Bram) já captou 2 bilhões de dólares de investidores estrangeiros, dentro de sua ofensiva internacional iniciada há cerca de três meses.
Com três fundos no Chile, dois no Japão e dois em Luxemburgo, a gestora - terceira maior do país com 184 bilhões de reais em recursos administrados - vem costurando parcerias e reforçando a equipe para lançar produtos também nos Estados Unidos, Oriente Médio e em outros mercados europeus e asiáticos.
"O momento é estratégico para nosso plano de nos tornar uma companhia internacional", disse à Reuters a diretora da Bram, Denise Pavarina, na quarta-feira.
A tática tem sido seduzir investidores, especialmente pessoas físicas, com fundos de ações de empresas domésticas ligadas a consumo, infraestrutura e agronegócio, dentro da premissa de que a economia brasileira - que tem uma projeção de crescimento de cerca de 7 por cento em 2010 - seguirá tendo um desempenho superior à média internacional nos próximos anos.
Dos sete fundos lançados no exterior até agora, seis são de renda variável.
"Estamos vivendo uma situação única", disse Denise.
Ponta de lança da estratégia de internacionalização do Bradesco, que há duas semanas anunciou uma parceria com o Banco do Brasil e com o português Banco Espírito Santo (BES) para atuar no varejo bancário da África, a Bram corre para ampliar seu time --hoje com 118 profissionais-- e aproveitar a receptividade dos estrangeiros à 'tese Brasil'.
É uma movimentação semelhante à de vários bancos no país, como Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Santander Brasil e HSBC.
As instituições financeiras vêm encontrando receptividade de investidores internacionais, especialmente japoneses e europeus, por fundos ligados ao país, cuja economia deve se beneficiar também de fortes investimentos ligadas à Copa do Mundo, em 2014, às Olimpíadas, em 2016, e a indústria do petróleo, com o início da exploração das reservas do pré-sal.
Depois de ter reforçado a equipe com o ex-secretário do Tesouro Nacional e da Fazenda do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, a Bram planeja contratar mais de 30 profissionais nos próximos meses, entre os setores de análise, vendas e de produtos.
Além de dar suporte às diversas unidades que serão inauguradas no exterior, o reforço atende também ao plano da Bram para a segunda etapa do projeto: a oferta de fundos internacionais para investidores brasileiros.
Denise evita falar das metas internas, mas admite que o objetivo é fazer com que o segmento internacional tenha uma fatia relevante dentro da portfólio da Bram.
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