São Paulo - A Bovespa mostrava fortes perdas nesta quinta-feira, pressionada pelo quadro externo desfavorável, com queda nas principais bolsas globais e commodities, diante de permanentes preocupações com a fragilidade da economia mundial.

Às 11:05, o Ibovespa caía 2,43 por cento, a 39.393,60 pontos. O volume financeiro era de cerca de 440 milhões de reais.

Na Europa, o índice acionário FTSEurofirst 300 perdia mais de 3 por cento, pressionado particularmente por ações de bancos e mineradoras, em meio a novos resultados corporativos decepcionantes.

Wall Street também sinalizava uma abertura negativa, com o futuro do S&P 500 perdendo quase 2 por cento. O MSCI para mercados emergentes recuava 2,3 por cento.

"Os mercados parecem ainda céticos e não encontram sustentação nas recentes ações dos bancos centrais", observou a equipe de estratégia da Guide Investimentos.

Do quadro local, repercutiam notícias sobre possível corte do Orçamento a ser anunciado pelo governo federal ser menor do que o especulado na mídia anteriormente e abaixo do realizado em 2015, conforme notou o Credit Suisse em nota a clientes.

Destaques

- ITAÚ UNIBANCO caía 2,4 por cento, respondendo pela maior pressão negativa no Ibovespa em razão de grande fatia que detém na composição no índice, afetado pelo quadro externo adverso, que enfraquecia papéis do setor bancário como um todo.

BRADESCO, que também tem peso relevante no Ibovespa, cedia 2,3 pore cento.

- CIELO recuava 4,4 por cento, conforme a empresa de meios eletrônicos de pagamentos segue pressionada pelo noticiário sobre potencial venda de fatia da concorrente Elavon para Banco do Brasil e Bradesco, principais acionistas da Cielo.

Na véspera, duas fontes familiarizadas com o assunto afirmaram à Reuters que a venda da Elavon no Brasil deve envolver 100 por cento do capital da empresa.

- PETROBRAS tinha queda de 3 por cento nas preferenciais e de 3,3 por cento nas ações ordinárias, conforme o petróleo recuava no exterior, com o contrato de WTI desabando 3,6 por cento. Também no radar estava reportagem do Estado de S.Paulo de que a companhia colocou à venda usinas térmicas, gasodutos e terminais de regaseificação.

- VALE mostrava as preferenciais de classe A recuando 3,6 por cento e os papéis ordinárias perdendo 3 por cento, acompanhando o viés negativo de outras mineradoras nos pregões europeus.

- JBS perdia 4 por cento, também afetada pelo resultado de sua controlada norte-americana Pilgrims Pride (PPC) , considerado fraco por analistas. "O resultado de PPC levantou o receio de que a companhia pode levar mais tempo do que esperávamos para melhorar as margens", disse a corretora Brasil Plural, lembrando que a Pilgrims é responsável por 30 por cento do Ebitda da JBS.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE tinha oscilação negativa de 0,07 por cento, com agentes financeiros também analisando decisão da International Trade Commission (ITC) que ratificou taxa antidumping pelos EUA às importações de papel não revestido cortado de Brasil e outros países. No setor de papel e celulose, KLABIN caía 1,9 por cento e FIBRIA tinha queda de 0,3 por cento.

Texto atualizado às 11h35.

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