São Paulo - A Bovespa tem uma nova composição da principal carteira teórica a partir do pregão desta sexta-feira, 01, com a saída das ações de OGX e a redistribuição de peso entre as ações do índice à vista. Contudo, os negócios locais devem ter uma sessão de "ressaca", em meio aos ajustes finais demandados até quinta-feira.

Mas a agenda econômica do dia está no foco, com os dados de atividade industrial na China e no Brasil podendo agitar as ações das exportadoras bem como das empresas ligadas à demanda doméstica.

Já os indicadores norte-americanos previstos para esta sexta podem definir um rumo para os mercados. Às 10h10, o Ibovespa tinha queda de 0,11%, aos 54.197 pontos, na mínima.

Sem OGX, as ações de Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas, entre outras empresas, aumentaram a participação no Ibovespa, que passou a ter 72 ativos, de 66 empresas.

Em seu último dia no índice à vista, OGX ON fechou com queda de 23,53%, cotada a R$ 0,13, com 7.655 negócios e giro financeiro de R$ 871 milhões. Em um mês, a OGX ON acumulou recuo de 38,10%.

Dessa forma, as atenções se voltam para os indicadores econômicos. À espera da agenda norte-americana, o futuro do S&P 500 subia 0,20%, às 10h10. Logo mais, às 11 horas, será divulgada a leitura final de outubro do índice Markit de atividade do setor industrial e, às 12 horas, é a vez do índice ISM de atividade industrial no mês passado.

Também é destaque o discurso dos dirigentes do Fed de Chicago, Charles Evans, e do Fed de Saint Louis, James Bullard - ambos têm direito à voto no Fomc. As montadoras divulgam as vendas de automóveis em outubro.

Já a atividade industrial da China obteve mais dois bons resultados em outubro, confirmando a percepção de recuperação, o que pode dar ritmo aos papéis da Vale.

Leitura final do índice dos gerentes de compras (PMI) industrial do país medido pelo HSBC confirmou o nível de 50,9 no mês passado - o maior em sete meses -, ante 50,2 em setembro. O PMI industrial oficial, por sua vez, superou a projeção e alcançou 51,4 em outubro, de 51,1 no mês anterior.

No Brasil, a produção industrial subiu 0,7% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado veio dentro do intervalo das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (de +0,4% a +2%) e abaixo da mediana, que apontava alta de 1,2%. Em relação a setembro de 2012, a produção subiu 2%. Nesta comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de alta de 1% a alta 4,7%, com mediana positiva de 3%.

Além disso, a produção industrial caiu 1,4% no terceiro trimestre deste ano, ante o período anterior. A queda foi maior que a mediana das estimativas colhidas pelo AE Projeções com instituições do mercado financeiro, de -1,20%, mas ficou dentro do intervalo das previsões (-0,70% a -1,42%). Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, o resultado foi de avanço de 0,8%. As estimativas, nesta comparação, iam de alta de 0,50% a 1,40%, com mediana de 1,05%.

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