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São Paulo – Os mercados financeiros em todo o mundo “comemoraram” ontem um ano de uma fatídica segunda-feira de pânico generalizado. Os primeiros raios de sol do dia 8 de agosto de 2011 já traziam a certeza de um dia histórico. A certeza era tamanha porque o maior temor dos investidores e também do presidente americano Barack Obama se tornara realidade na noite da sexta-feira anterior.
O debate interminável entre republicanos e democratas – que virou até um rap – sobre o aumento do teto da dívida americana cansou a Standard and Poor’s. Após várias ameaças, a agência cortou o rating do país de AAA para AA+ e os EUA deixaram o clube dos investimentos mais seguros do mundo.
A primeira bolsa a sentir o terremoto foi a da Arábia Saudita. O índice Tadawul All-Shares fechou em baixa de 5,46% um dia após o corte da nota. Nos EUA, as bolsas em Wall Street caíram muito forte. Os mercados já vinham da maior queda semanal desde a crise de 2008. "O movimento foi baseado no medo", disse o operador Stephen Leuer, da X-FA Trading, acrescentando que o mercado foi atingido por um efeito manada, com todos "correndo para a saída".
No Brasil, o pregão foi ainda mais tenso. O Ibovespa, principal índice de ações da Bovespa, cedeu 8,08% e encerrou o dia aos 48.668 pontos. Foi a maior queda desde 22 de outubro de 2008. Ao longo do dia, contudo, as ações chegaram a cair 9,7%, quase acionando o circuit breaker, sistema que poderia parar os negócios por 30 minutos. Nenhum papel terminou o dia em alta. O volume financeiro girado foi de 9,6 bilhões de reais.
Na Europa, os mercados também tombaram. Em Londres, o FTSE fechou em queda de 3,4%. Na Alemanha, o DAX 30 caiu 5,02%. Em Paris, o CAC 40 se desvalorizou 4,68% e, na Espanha, o Ibex 35 terminou em baixa de 2,44%. Na Argentina, o índice Merval despencou 10%.
Depois da tempestade...
A calmaria. Alarmado pela aguda reação do mercado, o presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, chamou a responsabilidade para si. O chairman anunciou já no dia seguinte a intenção de manter o juro entre zero e 0,25% ao ano até a metade de 2013.
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