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Camargo ressalta, contudo, que a recuperação pode ser apenas de curto prazo e entre 10% a 15%. Caso volte a cair, o índice terá mais força para quebrar o suporte e buscar os 48 mil pontos.
“A diferença para as outras vezes em que a média foi testada é que agora está em um nível mais elevado e próximo ao topo dos picos e, por isso, mais fácil de ser furada. Em outras situações, a média era muito inferior”, diz. Em 2008, por exemplo, estava em torno dos 28 mil pontos.
Em dólar
Uma indicação visível da importância do suporte é a reação recente dos investidores estrangeiros, que acompanham o Ibovespa em dólar. Na moeda estrangeira, o suporte já foi superado. O índice caiu 11,2% em 2012 e está perto dos 26 mil pontos. “Na ótica do estrangeiro, é como se a crise já estivesse pior que no ano passado”, explica.
Apenas em maio, até o dia 21, os investidores estrangeiros já retiraram 3,085 bilhões de reais da bolsa brasileira. É a maior saída mensal desde outubro de 2008, um mês após a quebra do banco Lehman Brothers – ponto considerado o estopim da crise financeira internacional.
"O Ibovespa indexado ao dólar comercial perdeu o fundo 2011, disparando com isso ordens de venda do tipo "stop loss" que podem intensificar ainda mais o processo de queda", ressalta o analista do HSBC.

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