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Índice Nikkei, da bolsa de valores de Tóquio, no Japão
Tóquio - A Bolsa de Tóquio caiu nesta sexta-feira em um pregão agitado com as perspectivas pouco animadoras da Sony e Pioneer, que ofuscaram os ganhos de Nikon e Hitachi, aumentando as perdas que fizeram desta semana a pior para o índice Nikkei neste ano.
O Nikkei caiu 56,34 pontos, ou 0,63%, aos 8.953,31 pontos, após recuo de 0,4% na quinta-feira, o que contribuiu para uma queda de 4,6% nos últimos cinco dias. O volume de negócios totalizou 1,99 bilhão de ações, o maior desde 27 de abril.
O índice abriu quase estável, com um arrefecimento nas inquietações sobre a crise da dívida soberana na zona do euro em meio à esperança de que o impasse político na Grécia possa chegar ao fim, com o avanço no processo de coalizão.
Contudo, um anúncio feito pelo JPMorgan na quinta-feira sobre uma perda de US$ 2 bilhões em investimentos feitos por seus operadores afetou o sentimento do mercado. Com essa nova notícia, os investidores reforçaram suas posições cautelosas, enquanto aguardavam para ver como Wall Street reagiria à notícia.
A falta de vigor nas bolsas asiáticas após dados decepcionantes da China aumentou o pessimismo do mercado. O índice de preços ao produtor do país caiu 0,7%, acima das expectativas de declínio de 0,5%.
"Uma vez que o Nikkei caiu para o nível de 8.900 pontos, a fase de ajuste de preços está chegando ao fim", disse o gerente de investimentos do ING Funds Management, Masafumi Oshiden, "pois as ações começam a se tornar mais atraentes para os investidores com seus valores mais baixos", salientou ele.
"Algumas ações cíclicas, incluindo as da Hitachi e Nikon, bem como os papéis de fabricantes de semicondutores têm parecido atraentes para futuros investimentos", acrescentou Oshiden, lembrando que as duas companhias tiveram ganhos significativos na sessão.
As ações da Sony recuaram 6,4%, depois de cair para seu nível mais baixo desde 1980, apesar de reportar uma perda menor que o esperado para o ano fiscal terminado em 31 de março. Analistas disseram que a empresa continua em risco de perdas contínuas em sua aplicações para celulares e em seus negócios relacionados a TVs.
Os papéis da Pioneer também caíram 6,8%, após a empresa reduzir sua meta de lucro operacional para este exercício encerrado em março.
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