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Banco do Brasil | 12/01/2012 07:47

BB antecipa Basileia III e pode pagar taxa maior em captação

Novos papéis do banco permitem que a empresa mude os termos da emissão sem o consentimento dos detentores

Drew Benson e Gabrielle Coppola, da
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Wikimedia Commons

Banco do Brasil compra fatias na Cielo e CBSS por R$ 1,7 bilhão

O Banco do Brasil está fazendo a captação para aumentar seu capital após ter ampliado seu crédito em 21% nos 12 meses até 30 de setembro

Nova York - O Banco do Brasil SA está fazendo uma captação externa por meio de papéis que permitem que a empresa mude os termos da emissão sem o consentimento dos detentores, uma cláusula que, segundo o Citigroup Inc. e o Thornburg Investment Management, vai elevar a taxa dos títulos.

O maior banco da América Latina em ativos pode fazer uma emissão “benchmark” em dólar ainda hoje com taxa próxima de 10 por cento, segundo uma pessoa familiarizada com o plano, que pediu para não ser identificada porque os termos ainda não foram fechados. Os papéis renderiam cerca de 200 pontos-base a mais do que os títulos perpétuos que o banco vendeu em 2009 e 160 pontos-base acima de dívida similar vendida pelo holandês Rabobank Nederland, em novembro, segundo dados da Bloomberg.

O Banco do Brasil está fazendo a captação para aumentar seu capital após ter ampliado seu crédito em 21 por cento nos 12 meses até 30 de setembro. O banco estatal pode ser autorizado a alterar os termos dos papéis para se adequar às chamadas regras de Basileia III, que buscam aumentar a capacidade das instituições financeiras do mundo todo para gerenciar riscos. Seria a primeira oferta de uma empresa da América latina dessa forma, segundo a Standard & Poor’s.

Essa estrutura vai acrescentar “vários pontos percentuais” ao rendimento pedido pelos investidores para comprar os títulos, disse Lon Erickson, diretor-gerente da Thornburg Investment Management Inc., que ajuda a administrar US$ 9 bilhões em ativos de renda fixa. “Deixar isso nas mãos do emissor nos deixa nervosos. Vai depender de que outras proteções acessórias eles vão oferecer dentro da estrutura. Mas, diretamente, vai custar bastante”, disse Erickson, em entrevista por telefone, de Santa Fé, no estado americano do Novo México.

Retomada das emissões

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil em Brasília não quis fazer comentários antes da conclusão da emissão.

A oferta do Banco do Brasil ocorre em meio à disparada das colocações de dívida por emissores de mercados emergentes este ano. Governos e empresas de países em desenvolvimento já levantaram US$ 21 bilhões em dívida denominada em dólares em 2012 até ontem, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Apesar de a nota de crédito do Banco do Brasil ser BBB na escala da S&P, o segundo menor grau de investimento, a empresa classificou a oferta subordinada júnior como BB, três níveis abaixo, para refletir o maior risco para os investidores. Papéis subordinados geralmente entram como capital regulatório, quando o emissor tem o direito de adiar pagamentos de juros sem que isso configure calote. O Acordo de Basileia III, proposto pelo Comitê da Basileia para Bancos e Supervisão, exige que os bancos aumentem seus índices de capital.

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