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A siderúrgica mineira produz cerca de 50% do minério que utiliza
Nova York - A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA, segunda maior siderúrgica do país, está tendo o pior desempenho no mercado de dívida na comparação com a ArcelorMittal desde maio de 2009 com a crescente concorrência com produtos importados afetando os lucros.
O rendimento dos títulos de dívida em dólar da Usiminas com vencimento em 2018 caiu 33 pontos-base este ano, em comparação com uma queda de 102 pontos-base de papéis com prazo semelhante da ArcelorMittal, maior produtora de aço do mundo. Os títulos da Usiminas oferecem rendimento de 5,15 por cento, ou 19 pontos- base menos do que os da ArcelorMittal. O diferencial de rendimento encolheu de 173 pontos-base, ou 1,73 ponto percentual, em novembro, segundo dados da Bloomberg.
O crescimento das importações de aço da maior economia da América Latina limitou a capacidade da Usiminas de elevar seus preços, ao mesmo tempo em que um aumento de 20 por cento desde outubro no custo do minério de ferro tornou a produção do metal mais cara. A siderúrgica mineira produz cerca de 50 por cento do minério que utiliza, menos que sua concorrente Cia. Siderúrgica Nacional SA.
“Vemos a Usiminas como a siderúrgica brasileira mais fraca em termos de fundamentos e, em comparação à CSN e à Gerdau, a geração de Ebitda foi a mais afetada pelas adversidades do setor e foi a mais lenta a se recuperar”, disse Christopher Buck, analista do Barclays Plc. em entrevista por telefone de Nova York. “As dívidas de siderúrgicas brasileiras são caras na comparação com seus pares no mundo e investidores podem achar melhores oportunidades em outros mercados.”
Queda do lucro
Os bônus da Usiminas pagam 84 pontos-base a mais do que a dívida pública brasileira de prazo similar, segundo dados compilados pela Bloomberg. A empresa tem classificação de risco BBB- pela Standard & Poor’s, um nível abaixo da nota soberana e em linha com a da ArcelorMittal. Títulos da Gerdau SA, maior siderúrgica do país, denominados em dólar e com vencimento em 2017 rendem 5,14 por cento, enquanto os da CSN de 2019 pagam 5,56 por cento.
Em comunicado enviado por e-mail, a Usiminas disse que “sua dívida tem um perfil adequado” e está “em linha com empresas do mesmo porte”.
Giles Read, porta-voz da ArcelorMittal em Londres, se recusou a fazer comentários para esta reportagem.
A moeda brasileira se valorizou 33 por cento em relação ao dólar desde o fim de 2008, barateando o aço importado.
A Usiminas informou que o lucro líquido desabou 80 por cento para R$ 103 milhões no terceiro trimestre, diante da queda da produção de aço bruto e da retração de 7,4 por cento na receita líquida. A margem de lucro da operação de aço encolheu para 3 por cento, comparado a 18 por cento um ano antes.
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