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Barclays espera que a diferença se reduza quando a classificação de risco dos papéis da BR Foods, hoje em “BB+", seja elevada nos próximos 18 meses
Nova York - A BRF - Brasil Foods SA, maior exportadora mundial carne de frango, e a processadora de açúcar e etanol Cosan SA Indústria e Comércio não estão recebendo o reconhecimento merecido no mercado de crédito, na opinião do Barclays Plc. Para o banco, essas companhias estão próximas de receber o grau de investimento.
A taxa dos títulos em dólar da Brasil Foods com vencimento em 2020 está em 6,12 por cento, 115 pontos-base acima do que pagam em média títulos mundiais em dólares com a menor classificação na escala de grau de investimento. O banco londrino espera que a diferença se reduza quando a classificação de risco desses papéis, hoje em “BB+", seja elevada para grau de investimento nos próximos 18 meses.
O Barclays também recomenda que investidores comprem títulos abaixo do grau de investimento emitidos Cosan e pela Net Serviços de Comunicação SA. Os papéis da Net com vencimento similar têm rendimento de 5,39 por cento, enquanto os títulos da Cosan para 2017 têm taxa de 5,65 por cento.
O número de empresas brasileiras que foram elevadas para o grau de investimento nos últimos 10 anos supera o total registrado em cada um dos outros principais mercados emergentes. O setor corporativo do País se beneficiou do aumento nos preços das commodities da queda na taxa de juros do País. Dez empresas brasileiras têm notas um patamar abaixo do grau de investimento, incluindo Cosan, Net e Brasil Foods, e a venda generalizada no mundo deixou esses papéis baratos, disse o Barclays.
“Acreditamos que ainda vai haver um bom desempenho, o que levará a upgrades”, disse Aziz Sunderji, estrategista do Barclays, em entrevista por telefone de Nova York. “O mercado não está precificando tudo isso antecipadamente.”
Nota soberana
O rendimento dos títulos em dólar do governo brasileiro com vencimento em 2021 recuou 32 pontos-base, ou 0,32 ponto percentual, no último mês para 3,63 por cento. As elevações na nota soberana ajudaram na melhora das notas corporativas neste ano. A Moody’s elevou a classificação do Brasil em um nível, para “Baa2”, o segundo menor grau de investimento, em 20 de junho. Três meses antes, a Fitch ter elevado sua nota para o País para o equivalente a “BBB”. A S&P sinalizou em maio que pode melhorar a nota “BBB” do Brasil ao colocá-la em perspectiva positiva.
A classificação de empresas brasileiras foi melhorada 101 vezes por S&P, Moody’s e Fitch neste ano, comparado a 23 cortes de notas, segundo dados compilados pela Bloomberg.
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Che Monteiro
sem dúvida. a inércia creditícia dos mercados que puxam o consumo destes dois gigantes ainda terão efeitos...
27.10.2011 | Ler comentário completo |