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São Paulo - O mercado de juros futuros na BM&FBovespa foi movimentado nesta quinta-feira pela dura ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetára) do Banco Central. Realizado na semana passada, o encontro decidiu manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, mas a votação mostrou que 3 dos 8 diretores queriam subir o juro.
O documento revelou que "houve consenso entre os membros do Comitê quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros". O teor das palavras não deixa mais dúvidas de que o juro sobe na reunião a ser realizada no final de abril.
"Nunca antes na história do BC houve uma declaração tão clara de intenções. Esse parágrafo, talvez, tenha sido incluído porque a autoridade monetária ficou encurralada. As expectativas inflacionárias estão subindo e, em breve, podem se aproximar de 5,5% em 2010", diz Homero Guizzo, economista da LCA Consultores.
Possível divisão
Para Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper corretora, o documento revela que "todos os membros do Copom sinalizaram que tecnicamente se deveria elevar a taxa de juros em março". Ele indica que, por isso, o mercado agora pode começar a ficar dividido quanto a um ajuste mais elevado, de 0,75 ponto percentual. O consenso é de uma alta de 0,5 p.p.
"Essas dúvidas só serão dissipadas após a divulgação de alguns indicadores, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo) fechado de março, produção industrial de fevereiro e a capacidade instalada", explica Velho. Os juros futuros de curto e médio prazos tiveram ligeiro avanço nesta sessão.
Ao término do dia, o DI (Depósito Interfinanceiro) de junho de 2010 subiu de 8,91% para 8,93%. O vencimento de julho passou de 9,14% para 9,16%. O contrato de janeiro de 2011, o mais negociado, passou de 10,32% para 10,36%.
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