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A outra história de investimento é nas ações da fabricante de relógios Technos (TECN3). Segundo Quaresma, os sócios já tinham uma experiência internacional com o setor, o que gerou interesse nos papéis. “Assim que a empresa veio ao mercado nos interessamos em analisar e encontramos os valores que gostamos”, disse.
Para a tese de investimento nesse papel, ele destaca que a boa geração de caixa, capacidade de pagar bons dividendos ao longo do tempo, ampla rede de distribuição e governança corporativa elevada.
4. Flávio Sznajder, gestor da Bogari Capital
Na filosofia de investimento da Bogari, falta de liquidez não é um impeditivo para um investimento, mas um ponto importante para definir as posições. “Se uma empresa tem baixa liquidez, vamos colocar um percentual menor nela”, afirma Sznajder. Outro critério de gestão de risco também utilizado é o preço de um papel. “Achamos relevante comprar ativos com preços adequados”, diz.
Uma história de investimento: Sznajder destaca a Grendene (GRND3), uma empresa muito parecida com a Alpargatas (ela fabrica as sandálias Ipanema), mas que reportou recentemente melhores resultados. A Bogari também já teve papéis da fabricante das sandálias da Havaianas, mas um dos critérios principais para escolher um ou outro foi o preço.
Sznajder também cita o investimento nos papéis da Brasil Insurance (BRIN3), que começou apenas um ano após a ter ido à bolsa. “Achamos que é um ativo com bom preço, que paga bons dividendos e tem potencial para continuar pagando”, diz.
5. Marcelo Sá Earp, sócio da First Value Capital
Na First Value, como explica Earp, a ideia não é buscar empresas ‘escondidas’, mas apenas “fora de moda”. “Temos por um critério de controle de risco não olhar empresas com baixa liquidez”, afirma. No portfólio atual, a gestora tem 20 empresas que, embora tenham boa negociação, possam passar despercebida do radar do investidor.
Uma história de investimento: Entre investimentos que passavam despercebidos do mercado, Earp cita a aposta que fizeram em Cielo (CIEL3) na época em que houve a quebra do monopólio das credenciadoras. Hoje a empresa já se desfez dos papéis, mas o que definiu a tese naquele momento foi uma aposta contrária ao do mercado, de que a ação poderia subir mesmo com a mudança nas regras do setor. “Na ocasião, não tínhamos muita expectativa. O desconto apenas parecia excessivo e o acerto foi o momento da compra”, diz.
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