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Uma história de investimento: Entre as empresas do portfólio, a FAMA ressalta as ações da fabricante de cerâmicas e porcelana Portobello (PTBL3). “A empresa é líder brasileira no setor de porcelana, o resultado cresceu mais de 100% no último trimestre, e o setor tem uma grande alavancagem enquanto a empresa não”, afirma Alperowitch.
2. Eduardo Cavalheiro, sócio-gestor da Rio Verde Investimentos
Uma das vantagens da escolha de small caps, para Cavalheiro, é a formação do preço de um papel. “É possível identificar algumas distorções e esse é um dos fatores de decisão para investir numa empresa”, diz.
Outro ponto definitivo na visão dele é a facilidade de acessar as empresas. “Conseguimos ficar mais próximos da direção e conversar com a presidência. Poder acompanhar uma empresa de perto é uma vantagem competitiva”, diz.
A falta de liquidez de alguns papéis, embora traga uma dificuldade para a aplicação, não é impeditivo para a escolha de um papel para o portfólio. Segundo Cavalheiro, a busca é por permanecer no longo prazo. “O momento de saída também é difícil, pois às vezes, para algumas ações, precisamos ficar dois ou três dias negociando para vender um papel”, diz.
Uma história de investimento: Cavalheiro gere um fundo de small caps e, dentro dele, destaca as ações da Qualicorp (QUAL3), Le Lis Blanc (LLIS3), Julio Simões (JSLG3) e JHSF (JHSF3).
Dentro desse fundo, a maior posição é em Abril Educação (ABRE11). “Já existiam empresas de educação negociando na bolsa, mas todas com atuação principal em educação superior”, diz Cavalheiro, citando Anhanguera Educacional (AEDU3), Estácio Participações (ESTC3) e Kroton Educacional (KROT11).
A empresa estreou no mercado em 2011 e, segundo Cavalheiro, o foco em outra área da educação (sistemas de ensino e educação fundamental) traz algumas vantagens, como menos risco de crédito e marcas que atuam com contratos de longo prazo.
3. Pedro Quaresma, sócio e diretor de análise da STK Capital
Oito pessoas analisam o portfólio que gira entre 15 e 20 empresas na STK Capital. Entre essas companhias, algumas são raros achados. “O universo acionário no Brasil não é tão grande, por isso é muito difícil encontrar algum papel que ninguém nunca viu”, diz Quaresma. Embora não seja prioridade buscar papéis escondidos ou um pouco deixados de lado, a gestora tem alguns desses nomes no portfólio.
Uma história de investimento: Entre essas companhias, Quaresma destaca dois nomes. O primeiro é a Lojas Marisa (AMAR3), uma empresa conhecida do grande público, mas um pouco deixada de lado pelo mercado.
“A empresa teve um momento muito positivo por muitos anos, sem necessidade de fazer ajustes em custos e eficiência, porque estava crescendo muito bem”, diz Quaresma. Agora, ela passa pela primeira vez por uma pressão nas vendas, o que na visão do gestor, gera uma oportunidade. “A empresa começou a discutir mudanças nas lojas, contratação de consultores externos, e tudo isso pode gerar um efeito positivo”, diz Quaresma.
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