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Desempenho em 12 meses: -13,42% (VALE3) e -5,38% (VALE5)
A Vale (VALE3, VALE5) está em meio a uma disputa bilionária sobre tributos e ainda não está claro o que a empresa pode ter que pagar ou não. Em relatório enviado para clientes, o analista do Citi Alexander Hacking destaca que a empresa divulgou em seu relatório anual 20-F algumas atualizações sobre o assunto.
Ele destaca três mudanças: a disputa em torno da cobrança de CFEM foi reduzida em 1,7 bilhão de dólares (de 4,7 bilhão de dólares, para 3,0 bilhão de dólares), uma nova cobrança tributária ocorre na Suíça (226 milhões de dólares), e existe uma nova disputa com Minas Gerais relacionada à cobrança de ICMS sobre vendas.
Teoria do touro: Para o analista, as mudanças não são significativas e a maioria das possíveis obrigações tributárias da Vale está relacionada a impostos de subsidiárias no exterior.
Além disso, a Vale é a melhor empresa para ganhar com a China e seus papéis podem ser beneficiados com isso, segundo uma outra análise, do Deutsche Bank.
Teoria do urso: Apesar das disputas sobre impostos no exterior não preocupar, a questão interna é sim um alerta. “A nova cobrança de ICMS por parte do governo de Minas Gerais poderia preocupar os investidores em relação a várias outras disputas tributárias desconhecidas envolvendo a Vale”, afirma o analista do Citi.
Além disso, Hacking afirma que a preocupação mais imediata dos investidores deveria ser com os fluxos de caixa da Vale “especificamente com quanto o lucro operacional recorde da empresa pode ser revertido em fluxo de caixa livre ou em aumento dos investimentos em expansão da produção”, diz.
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