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Mercados | 31/10/2011 20:30

As 10 ações que mais subiram em outubro

Empresas com forte queda no ano se recuperaram no mês

Spencer Platt/Getty Images

Operador da bolsa de Nova York

Investidores ficaram otimistas com a perspectiva de uma solução para a crise da dívida na zona do euro

São Paulo – O mês de outubro foi o melhor para a bolsa brasileira desde maio de 2009 e também um dos mais brilhantes para algumas das empresas listadas na Bovespa que amargavam fortes perdas neste ano. O índice disparou 11,5% e chegou a 58.338 pontos.

O destaque foi o frigorífico JBS. O mês começou agitado para a empresa, que logo precisou negar uma possível fusão com os concorrentes Marfrig e Minerva. Além disso, o JBS anunciou a contração de um diretor para a área de produtos industrializados e processados de carne no Brasil.

A desvalorização de 9,5% do dólar também ajudou ao diminuir a pressão sobre a dívida em moeda estrangeira. O impacto também foi sentido na Marfrig, outra que figura entre as melhores do mês com uma alta de 21,5%. No ano, contudo, as perdas do JBS ainda são de 28% e da concorrente de 51%.

A Gol foi outra que surpreendeu. Após um mês desafiador com a valorização da moeda americana em 18%, a companhia aérea também gozou de um alívio com o fortalecimento do real. O dólar afeta cerca de 60% a 70% dos custos das aéreas. A expectativa de um aumento gradual das tarifas até o final do ano contribuiu para a melhora do cenário.

Empresa Código Preço (R$) Var. Mês (%) Var. Ano (%)
JBS JBSS3 5,16 42,15 -28,03
Gol GOLL4 13,51 31,93 -45,7
Cyrela CYRE3 15,01 28,18 -29,87
MRV MRVE3 12,1 25,65 -21,48
Rossi RSID3 10,85 23,58 -25,05
PDG PDGR3 7,57 23,49 -24,18
OGX Petróleo OGXP3 14,2 23,48 -29
Klabin KLBN4 6,32 23,05 12,66
Hering HGTX3 38,35 22,09 44,1
Marfrig MRFG3 7,45 21,53 -51,56

Setor imobiliário

A Cyrela aparece na terceira posição do ranking. A incorporadora e construtora é ainda seguida pelas concorrentes do setor MRV, Rossi e PDG. Os papéis do setor imobiliário foram beneficiados pela continuidade do relaxamento da política monetária no Brasil, que foi acompanhado pela redução das estimativas do mercado para a inflação em 2012.

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