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Os mercados financeiros internacionais viveram mais um mês de tensões
São Paulo – Os mercados financeiros internacionais viveram mais um mês de tensões com a persistência das dúvidas sobre o andamento da crise da dívida soberana dos países da zona do euro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, terminou novembro com uma desvalorização de 2,8%, aos 56.713 pontos.
O dólar também viveu um mês de fortes oscilações. Após chegar ao nível de 1,90 real, a moeda americana terminou o mês com uma valorização de 6,67% . "A nossa projeção é de 1,80 (real) para o final do ano. Mas daqui até lá é simplesmente um jogo de pôquer", disse o economista-chefe no Brasil da corretora Raymond James, Mauricio Rosal, à Agência Reuters.
Na Europa, a queda foi ainda mais acentuada. Em Atenas, o índice ASE recuou 15,63% no período, seguido da Espanha e Portugal (-5,6%), Itália (-4,67), França (-2,72), Alemanha (-0,85) e Inglaterra (-0,7%). Nos Estados Unidos, os principais índices da região caminham para encerrar o mês com uma leve valorização. Os investidores tiveram um alento no último dia de novembro com a combinação de três notícias positivas.
O Banco Central da China (PBOC, People’s Bank of China) cortou em 0,5 ponto percentual a alíquota do compulsório bancário pela primeira vez em quase três anos, os BCs mais influentes do mundo anunciaram uma ação coordenada para aumentar a capacidade de prover liquidez para o sistema financeiro global e um relatório sobre a condição do mercado de trabalho nos EUA surpreendeu os investidores.
“Isso poderia levar para um rali de final de ano se (um grande se) a Europa conseguir se estabilizar”, disse Andrew B. Busch, estrategista do BMO Capital Markets, em um relatório.
Frigoríficos em alta
O frigorífico JBS (JBSS3) mais uma vez foi líder do Ibovespa no mês. As ações subiram 15,3%, mesmo após disparar 42,15% em outubro. A empresa apresentou um resultado que animou os investidores. A empresa encerrou o período com um prejuízo de 182,7 milhões de reais, revertendo um lucro de 166,4 milhões no ano anterior. A receita líquida chegou à casa dos 15,564 bilhões de reais, alta de 10,6% frente ao mesmo período do ano passado. O Ebitda, contudo, caiu 24,1% na mesma comparação.
| Empresa | Código | Preço (R$) | Var. Mês (%) | Var. Ano (%) |
|---|---|---|---|---|
| JBS | JBSS3 | 5,95 | 15,31 | -17,02 |
| Klabin | KLBN4 | 7,22 | 14,24 | 28,71 |
| Marfrig | MRFG3 | 8,22 | 10,34 | -46,55 |
| Souza Cruz | CRUZ3 | 22,94 | 8,93 | 34,4 |
| Natura | NATU3 | 36,3 | 8,68 | -20,28 |
| Cemig | CMIG4 | 31,02 | 8,08 | 22,81 |
| Cesp | CESP6 | 31,51 | 7,73 | 19,55 |
| Eletropaulo | ELPL4 | 32,75 | 6,33 | 24,97 |
| Copel | CPLE6 | 36,49 | 6,23 | -8,33 |
| Sabesp | SBSP3 | 49,99 | 6,14 | 17,37 |
“A JBS, entretanto, tem reforçado a sua preocupação com a geração de caixa. Algumas medidas foram anunciadas nos últimos meses no sentido de otimizar sua estrutura operacional, como o fechamento de unidades menos produtivas e aumento do valor agregado dos produtos comercializados”, disse Henrique Koch, do BB Investimentos, em relatório publicado à época.
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