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Cláudio Bergamo posa com alguns produtos que não fazem mais parte do portfólio da Hypermarcas, mas que ajudaram na recuperação da empresa
São Paulo – Após vários trimestres de cobranças e reuniões com a empresa cheias de promessas que pareciam não se concretizar nunca, os analistas do mercado financeiro começaram a mudar a opinião sobre as ações da Hypermarcas (HYPE3) e a congratulação pelos primeiros resultados de 2012 foi geral.
“Parabéns pelo turnaround”. Essa foi uma das frases mais repetidas por eles durante a teleconferência realizada na segunda-feira com a presença da diretoria da fabricante de bens de consumo. “A companhia começou a demonstrar melhoras depois de um longo período de reestruturação”, disse Sandra Peres, analista da Coinvalores.
Cláudio Bergamo, presidente da Hypermarcas, ressaltou na teleconferência que a empresa passou por um período de muitas aquisições entre 2007 e 2010 e de transição no ano passado. Agora, destaca ele, é o momento de um “crescimento rentável e sustentável com geração de caixa” e foco na redução do endividamento.
Inflexão
“De todo modo, foi o primeiro resultado a trazer alguma surpresa positiva em um longo período de tempo, de modo que esperamos que os mesmos sejam bem recebidos pelo mercado”, avaliam os analistas Fernando Siqueira e Hugo Rosa, do Citi. As ações terminaram a segunda-feira entre as maiores altas da bolsa e subiram até 6,4%. Com 49,18% de valorização, os papéis têm o melhor desempenho do ano.
O resultado marca um possível ponto de inflexão nas operações da Hypermarcas. No ano passado, a empresa foi muito criticada por trabalhar uma política comercial que foi mal recebida pelos clientes e distribuidores. O resultado foi um movimento de desestocagem e menores vendas. A empresa revisou a estratégia comercial e anunciou a venda de marcas nas áreas de limpeza e alimentos, onde a resistência dos distribuidores impedia o aumento de preços.
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