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Análise | 19/01/2012 16:29

Analista pede cautela com ações da Usiminas no curto prazo

Para Ágora, é preciso ficar atento às decisões da nova gestão da siderúrgica

  
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Divulgação/EXAME.com

Ações da Usiminas em alta com resultados e elevação do Itaú

As ações ordinárias da Usiminas acumulam uma valorização de 1,6% em janeiro e as preferenciais de classe A 9,4%

São Paulo – Os investidores devem ter cautela com as ações da Usiminas (USIM3; USIM5) no curto prazo, avalia a Ágora Corretora. A empresa anunciou nesta semana o argentino Julián Eguren para o comando da siderúrgica após a entrada da Ternium no grupo de controle. O executivo é presidente das operações da unidade mexicana da argentina e trabalha para a companhia desde 1987.

“Nossa recomendação é de compra para USIM5, mas entendemos que uma postura cautelosa de curto prazo é prudente no momento, pois o principal direcionador nos próximos meses está ligado às ações efetivas a serem tomadas pela nova gestão, cujos resultados não devem se mostrar de forma tão imediata”, destaca a análise da corretora.

Em novembro do ano passado, a Ternium comprou 27,7% das ações da Usiminas. A operação foi fechada por aproximadamente 5 bilhões de reais e envolveu a participação da Votorantim e Camargo Corrêa. O negócio alterou o grupo de controle que passou a ser composto por Nippon Steel, com 46,1% de participação, Ternium e empresas incorporadas, com 43,3%, e Caixa dos Empregados da Usiminas, com 10,6%.

Desafios

Além dos problemas societários, como a tentativa de entrada da CSN no controle e as desavenças entre a Votorantim e a Nippon Steel, o novo comandante assume em um momento delicado para o setor siderúrgico. As companhias do setor enfrentam uma maior pressão de custos e margens mais apertadas.

“Acreditamos que há um potencial para uma redução de custos, porém existem muitos desafios à frente, como por exemplo, o aumento significativo nos custos do carvão”, explica a corretora. O mandato de Wilson Brumer, atual presidente, termina em abril. As ações ordinárias da Usiminas acumulam uma valorização de 1,6% em janeiro e as preferenciais de classe A 9,4%. Em doze meses, a variação é negativa de 20% e 42%, respectivamente.

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