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Fortunas | 16/03/2012 09:59

Alta de bolsas cria bilionários, como ex-donos da Casas Bahia

Samuel Klein se beneficiou do aumento do consumo no país. Em 2009, Klein vendeu a Casas Bahia para Abilio Diniz, outro bilionário do varejo

Alexander Cuadros e Brendan Coffey, da

Arquivo

Samuel e Michael Klein

A família Klein manteve a propriedade dos imóveis em que estão instaladas as unidades da Casas Bahia. O valor do aluguel pago por Diniz por esses imóveis é de R$ 140 milhões por ano

São Paulo/Boston - O bilionário americano Steven Bresky conseguiu por cinco anos se manter longe dos holofotes que normalmente acompanham grandes fortunas.

Em 2007, Bresky herdou a participação de 74 por cento que seu pai tinha na Seaboard Corp., empresa de comércio de commodities e transporte de cargas, que gerou quase um terço de sua receita de US$ 5,7 bilhões no ano passado com o abate de cerca de 5 milhões de suínos. Hoje, a participação do empresário de 58 anos vale US$ 1,7 bilhão.

“Ele lamenta ter que declinar da entrevista”, disse Amanda Doyle, assistente de Bresky, da sede da empresa no estado americano do Kansas, em 14 de março. “É que ele não participa de muitas matérias.”

Um levantamento das participações em companhias abertas dos Estados Unidos e da América Latina revelou Bresky e outros sete bilionários que não aparecem em nenhuma das principais listas internacionais de grandes fortunas. Entre eles, os antigos donos da Casas Bahia Comercial Ltda. A maior parte dos patrimônios desses bilionários é formada por fatias em empresas de capital aberto e ganhos de dividendos.

Bresky, presidente do conselho da Seaboard, conseguiu passar despercebido por manter suas ações, que acumulam baixa de 9 por cento desde que as recebeu como herança, por meio de duas holdings sediadas no estado de Massachusetts, a Seaboard Flour LLC e a SFC Preferred LLC. A Seaboard, que também tem operações nos setores de açúcar e energia elétrica, comprou metade da marca de peru Butterball por US$ 178 milhões no ano passado do Maxwell Group.

Sobrevivente do Holocausto

O crescimento da economia latino-americana está tem dado origem a uma nova leva de bilionários. No Brasil, é o caso de Samuel Klein, imigrante polonês de 88 anos e sobrevivente do Holocausto, e seu filho Michael, que se beneficiaram do aumento do consumo no país. Em 2009, Klein vendeu a Casas Bahia para Abilio Diniz, outro bilionário do varejo.

A família Klein recebeu pelo negócio 47 por cento da Via Varejo SA, unidade da Cia. Brasileira de Distribuição Grupo Pão de Açúcar. A participação vale US$ 2 bilhões, 54 por cento dos quais são de Samuel. Michel Klein, 59 anos, presidente da Casas Bahia e presidente do conselho da Via Varejo, controla o restante.

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