São Paulo - A Bovespa fechou nesta quinta-feira, 3, em alta de 5,12%, a maior variação porcentual desde 29 de outubro de 2009, quando o indicador subiu 5,91%.

Com isso, o Ibovespa reestreou acima do patamar dos 47 mil pontos, batendo os 47.193,39 pontos no fechamento, o maior nível desde 24 de novembro do ano passado. Na máxima do dia, chegou aos 47.375 pontos (+5,53%). Na mínima, marcou 44.900 pontos (+0,02%).

Tudo isso em um dia de forte giro financeiro, que totalizou R$ 12,991 bilhões. O valor é o que o dobro da média diária observada em fevereiro deste ano e em março do ano passado, segundo dados da BM&FBovespa.

Segundo operadores, esse forte giro que provocou valorizações de dois dígitos em blue chips foi patrocinado, especialmente, por recursos de investidores estrangeiros.

Foi o maior giro financeiro desde 17 de fevereiro deste ano, quando o volume financeiro foi de R$ 19,2 bilhões, inflado com o vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Na avaliação do operador da Quantitas, Thiago Montenegro, e de um operador de renda variável, a alta de dois dígitos de ações como Petrobras (ON +12,47%) e Banco do Brasil (ON +13,07%) foi provocada, principalmente, pela zeragem de posições vendidas.

"O mais forte é zeragem, mas podem estar começando a acontecer compras propriamente", afirma Montenegro. Esse foi o quarto pregão consecutivo de valorização do Ibovespa.

Segundo operadores e analistas, a notícia do suposto acordo de delação premiada de Delcídio do Amaral (PT-MS) foi o que impulsionou os preços dos ativos. "Essa notícia foi realmente um 'game changer'", diz Montenegro.

Segundo o analista de uma gestora, a maior probabilidade de afastamento do PT do comando do País convergiu a "um cenário muito benigno lá fora". Apesar de errático, o preço do petróleo em Londres acabou fechando em leve alta (+0,38%) e acima dos US$ 37 por barril. O S&P500 fechou em alta de 0,35%.

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