São Francisco - Depois de meses de queda no preço da ação da Apple, o humor do mercado parece estar melhorando, com o foco de investidores se voltando para as expectativas de resultados firmes e a aposta de que o lançamento de um novo iPhone dará combustível necessário para as vendas da empresa.

Após quase um ano de altos e baixos e em meio a temores de desaceleração nas vendas de iPhones, o preço da ação da Apple está mais perto do papel da IBM, que decepcionou Wall Street nos últimos quatro anos com receita em queda, do que das pioneiras do Vale do Silício Alphabet, controladora do Google, e Tesla Motors.

As ações da Apple subiram 5 por cento nas últimas duas semanas, conforme Wall Street aposta que a companhia vai lançar neste mês um iPhone mais barato para impulsionar vendas em países em desenvolvimento como a China.

Com consumidores dos Estados Unidos atualizando seus smartphones com menos frequência, as fabricantes tem contado com a China para crescerem.

Acionistas apontaram nesta semana a geração de caixa confiável da Apple, o preço abatido das ações e o potencial da empresa em desenvolver futuros produtos revolucionários como razões importantes para manterem o papel.

"Essa empresa tem um histórico de se sair melhor do que o esperado e surpreender as pessoas", disse Daniel Morgan, gestor sênior de portfólio na Synovus Trust Company, que detém mais de 1 milhão de ações da Apple.

"Para onde mais posso ir e encontrar uma ação de uma companhia negociada por 10 ou 11 vezes os lucros e que tem um histórico tão bom?".

Com a ação da Apple valendo 100,9 dólares nesta quarta-feira, a Apple está sendo negociada a 10,7 vezes seu lucro por ação esperado para os próximos 12 meses. A relação média tem sido de 13 nos últimos dois anos.

Em comparação, a Alphabet está sendo negociada a 20 vezes o lucro esperado e a Tesla Motors carrega um múltiplo de 132 vezes.

A IBM, que tem enfrentado dificuldade para se expandir em áreas de crescimento acelerado como computação em nuvem, está sendo negociada a 10,2 vezes, segundo dados da Thomson Reuters.

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