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Analista | 14/02/2013 08:59

Ação da OGX não tocou fundo do poço, diz campeão em previsão

Marcus Sequeira, que tem as estimativas mais precisas para a OGX no Ranking Bloomberg de Retorno Absoluto, ainda vê “muitos riscos” para investidores da petrolífera

Juan Pablo Spinetto e Peter Millard, da

Primeira plataforma de petróleo da OGX

Em julho, o analista acertou na previsão de que a ação da OGX cairia de R$ 5,82 para R$ 4,00, um dia antes de cortar sua recomendação para o papel de manutenção para venda

São Paulo - A queda de 78 por cento da OGX Petróleo & Gás Participações SA nos últimos 12 meses levou 13 analistas a dizerem que é hora de comprar as ações. Já o analista que mais acerta nas previsões para o papel, Marcus Sequeira, do Deutsche Bank AG, discorda.

Sequeira, 42, que tem as estimativas mais precisas para a OGX no Ranking Bloomberg de Retorno Absoluto, ainda vê “muitos riscos” para investidores da petrolífera controlada pelo bilionário Eike Batista.

Em julho, o analista acertou na previsão de que a ação da OGX cairia de R$ 5,82 para R$ 4,00, um dia antes de cortar sua recomendação para o papel de manutenção para venda. As ações, que na semana passada bateram no menor valor desde dezembro de 2008, fecharam ontem a R$ 3,77.

Cinco anos após a empresa ter levantado R$ 6,7 bilhões em sua abertura de capital com a promessa de produzir 730.000 barris de petróleo por dia em 2015, a OGX enfrenta dificuldades para aumentar a produção em seus campos no litoral depois de problemas na perfuração e de encontrar um poço seco.

Em junho, a empresa reduziu suas metas para dois poços em até 75 por cento, o que levou a uma onda de vendas das ações que, em uma semana, eliminou R$ 7,3 bilhões no valor de mercado da companhia.

“Estamos muito longe de dizer que chegamos ao piso para a ação”, disse Sequeira em entrevista por telefone de Nova York. “O mercado pensa que agora talvez tudo de ruim já é conhecido e precificado, mas não achamos que seja este o caso ainda.”

A assessoria de imprensa da OGX não quis fazer comentários sobre a queda das ações ou sobre as recomendações de analistas. Em comunicado de 4 de janeiro, a empresa disse que conta com “com um quadro de profissionais altamente qualificados” e “sólida posição financeira, com cerca de US$ 2,5 bilhões” em caixa em setembro.

 

 

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