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Will O'Brien, CEO da Direct Edge (E), secretária Eduarda La Rocque (C) e o prefeito Eduardo Paes (D), durante a cerimônia no Palácio da Cidade
São Paulo – O anúncio oficial da subsidiária brasileira da bolsa americana Direct Edge realizado na terça-feira no Rio de Janeiro impressionou aos 120 participantes. Entre eles, estavam os analistas Mario Pierry e Tito Labarta, do Deutsche Bank, que viram um grande apoio político das autoridades do Rio. A intenção é reativar o mercado financeiro da cidade, que não tem uma bolsa desde 2002, quando a Bolsa do Rio foi comprada pela concorrente de São Paulo.
A americana Direct Edge Holdings revelou na semana passada a sua intenção de criar um novo mercado de ações no país para competir com a BM&FBovespa, mas com a sua sede na capital fluminense. A intenção é oferecer uma plataforma que negocie ações, ETFs (fundos de ações que negociam em bolsa), e também certificados de depósitos de ações. A empresa é a quarta maior bolsa americana com uma participação de mercado de 10%.
“Enquanto a Direct Edge ainda não tem as aprovações regulatórias necessárias para operar no Brasil (e ainda está analisando as alternativas para a clearing), ficamos impressionados com o apoio político por trás do plano de competir com a BM&FBovespa, e o fato de que que esse projeto está em estágio muito mais avançado que a BATS/Claritas. Acreditamos, portanto, que a competição está perto da realidade no Brasil”, afirmam os analistas do Deutsche Bank.
Projeto Brasil
A BATS Global Markets, terceira maior bolsa americana, anunciou em fevereiro que também pretende criar um ambiente alternativo de negociações no Brasil em parceria com a gestora brasileira Claritas. Desde o início do ano, contudo, que nada novo é anunciado. A Direct Edge tem a intenção de iniciar as operações no último trimestre de 2012.
“A Nova Bolsa do Rio de Janeiro”, como já tem sido chamada, espera primeiro atrair investidores estrangeiros e os operadores de alta frequência, que já são clientes nos EUA. Segundo o Deutsche Bank, a empresa acredita que pode gerar um atrativo retorno sobre o investimento com uma participação de mercado entre 15% e 20%, já que a experiência passada sugere que a competição leva a um aumento dos volumes no sistema.
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