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Concorrência | 30/11/2011 14:28

“A Nova Bolsa do Rio de Janeiro” impressiona analistas

Deutsche Bank vê grande apoio político e avalia que a competição com a BM&FBovespa está perto de se tornar realidade

Rio Negócios

Evento de inauguração oficial da Direct Edge no Brasil, realizado no Rio de Janeiro em 29 de novembro de 2011

Will O'Brien, CEO da Direct Edge (E), secretária Eduarda La Rocque (C) e o prefeito Eduardo Paes (D), durante a cerimônia no Palácio da Cidade

São Paulo – O anúncio oficial da subsidiária brasileira da bolsa americana Direct Edge realizado na terça-feira no Rio de Janeiro impressionou aos 120 participantes. Entre eles, estavam os analistas Mario Pierry e Tito Labarta, do Deutsche Bank, que viram um grande apoio político das autoridades do Rio. A intenção é reativar o mercado financeiro da cidade, que não tem uma bolsa desde 2002, quando a Bolsa do Rio foi comprada pela concorrente de São Paulo.

A americana Direct Edge Holdings revelou na semana passada a sua intenção de criar um novo mercado de ações no país para competir com a BM&FBovespa, mas com a sua sede na capital fluminense. A intenção é oferecer uma plataforma que negocie ações, ETFs (fundos de ações que negociam em bolsa), e também certificados de depósitos de ações. A empresa é a quarta maior bolsa americana com uma participação de mercado de 10%.

“Enquanto a Direct Edge ainda não tem as aprovações regulatórias necessárias para operar no Brasil (e ainda está analisando as alternativas para a clearing), ficamos impressionados com o apoio político por trás do plano de competir com a BM&FBovespa, e o fato de que que esse projeto está em estágio muito mais avançado que a BATS/Claritas. Acreditamos, portanto, que a competição está perto da realidade no Brasil”, afirmam os analistas do Deutsche Bank.

Projeto Brasil

A BATS Global Markets, terceira maior bolsa americana, anunciou em fevereiro que também pretende criar um ambiente alternativo de negociações no Brasil em parceria com a gestora brasileira Claritas. Desde o início do ano, contudo, que nada novo é anunciado. A Direct Edge tem a intenção de iniciar as operações no último trimestre de 2012.

“A Nova Bolsa do Rio de Janeiro”, como já tem sido chamada, espera primeiro atrair investidores estrangeiros e os operadores de alta frequência, que já são clientes nos EUA. Segundo o Deutsche Bank, a empresa acredita que pode gerar um atrativo retorno sobre o investimento com uma participação de mercado entre 15% e 20%, já que a experiência passada sugere que a competição leva a um aumento dos volumes no sistema.

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