Aguarde...
AçõesUm ano após IPO, ação do Facebook caiu 31%
ResultadosUm ano após entrar na bolsa, ação do Facebook vale 31% menos
AltaPetróleo sobe pelo 3º dia seguido, ignorando alta do dólar
InvestimentoIFC tem US$2 bi para investir no Brasil e apostará em ações
FechamentoAs 10 ações que mais caíram e subiram na semana
PregãoBovespa fecha semana em alta com dados positivos dos EUA
BolsasDow Jones e S&P têm recordes em Wall Street
CâmbioDólar sobe 0,48% e volta a R$2,03, mas viés é de baixa
TaxasJuro tem dia de alta ainda em reação a presidente do BC
RatingFitch rebaixa ratings da OGX
Brasília Shopping, um dos empreendimentos imobiliários da FUNCEF
São Paulo – Os grandes investidores já estão se preparando para a era de juros reduzidos em que o Brasil e o mundo parecem estar entrando. Em palestra no 5º Congresso Value Investing Brasil, nesta semana, o coordenador da área de gestão ativa e renda variável da FUNCEF, Bruno Moreira Barbosa de Britto, explicou a estratégia do fundo de pensão da Caixa para se adaptar ao novo cenário: se voltar mais para ativos imobiliários, títulos de renda fixa atrelados à inflação e renda variável com foco em valor, ao mesmo tempo em que reduz o peso dos ativos atrelados à Selic na carteira.
“Atualmente os fundos de pensão já não conseguem bater suas metas atuariais investindo em títulos públicos”, disse Britto. A meta da FUNCEF é de 5,5% ao ano mais inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mas o coordenador explica que os títulos públicos atrelados à inflação, as NTN-Bs, vem pagando um juro real inferior a 5,5% ao ano desde fevereiro, o que torna o título insatisfatório para a meta do fundo. A NTN-B mais longa à venda atualmente vence em 2050 e paga um juro real de 4,85% ao ano.
Além de pesar mais a mão em ativos mais rentáveis e até de risco um pouco maior, o fundo também está alongando o perfil das carteiras, investindo em ativos de prazo maior, o que representa um ganho de rentabilidade. A FUNCEF aloca apenas 45% de seus 48 bilhões de reais de patrimônio em renda fixa, destinando à renda variável nada menos que 37% no total (o percentual para cada participante varia de acordo com a idade). Para os ativos imobiliários são destinados 7%, quase o limite de 8% permitido aos fundos de pensão.
Renda fixa
De acordo com Bruno de Britto, a FUNCEF vem reduzindo a participação de títulos públicos pós-fixados em sua carteira e preferindo aqueles atrelados à inflação. Hoje apenas 8% da carteira de renda fixa é atrelada à Selic, sendo 41% dela indexada a índices de inflação. Também compõem a carteira títulos de crédito privado. Neste grupo, a FUNCEF inclui também os recebíveis imobiliários, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Direitos Creditórios (FDICs) que investem nesses papéis lastreados em imóveis.
- Leia mais sobre os fundos de crédito privado.
- Leia mais sobre as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), espécie de CDB lastreado em imóveis e isento de IR para a pessoa física.
Ativos imobiliários
A FUNCEF é o fundo de pensão com maior percentual de ativos imobiliários em carteira, possuindo 16 shopping centers, cinco hotéis, quatro fundos de investimento imobiliário e cerca de 150 imóveis para renda. Entre os empreendimentos da FUNCEF estão o Hotel Renaissance, em São Paulo, e o Brasília Shopping.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados