São Paulo - As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3, PETR4) tinham valorização de dois dígitos nesta segunda-feira (22), ajudando a sustentar o ganho do Ibovespa na sessão.

Apesar do respiro, os papéis da estatal seguem com perdas de mais de 10% no ano.  A EXAME.com listou abaixo cinco fatores por trás do comportamento atípico da petroleira na Bolsa hoje. Confira:

1) China 

O governo chinês substituiu o chefe do principal regulador de valores mobiliários daquele país, o que trouxe otimismo aos mercados internacionais.

A avaliação é que a China está se esforçando para restaurar a confiança de investidores no crescimento da segunda maior economia do mundo e principal parceiro comercial do Brasil. 

2) Petróleo

O preço do petróleo no exterior acompanhava a valorização de outras commodities na sessão e tinha forte alta, amparado no bom humor gerado pela China.

O barril de petróleo Brent ---negociado em Londres e referência no setor--- subia mais de 4% para a casa dos US$ 33.

A recuperação, mesmo que momentânea, animava o mercado, já que o barril da commodity chegou a ser negociado recentemente abaixo de US$ 30, no menor nível desde 2004.

3) AIE

A AIE (Agência Internacional de Energia) divulgou um relatório no qual prevê que o mercado petroleiro começará a voltar ao equilíbrio em 2017.

Atualmente, o setor tem sofrido com o descompasso entre a demanda global por petróleo e o excesso de oferta da commodity.

Um fator que deve colaborar para o ajuste, segundo a AIE, é a desaceleração da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos neste e no próximo ano. 

4) Lava Jato

A Polícia Federal deflagou nesta segunda-feira mais uma fase da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de desvio de dinheiro na Petrobras.

João Santana, marqueteiro e responsável pelas duas campanhas de Dilma Rousseff à presidência e pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, foi um dos alvos dessa nova fase. 

A avaliação é que a relação entre Dilma e Santana pode reacender a possibilidade de impeachment da presidente.

5) Negociação

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a Petrobras fez nova proposta para alugar sondas de petróleo da Sete Brasil.

Dessa vez, segundo a publicação, a estatal propôs alugar dez sondas por cinco anos, renováveis por mais cinco. Originalmente, a Sete alugaria 28 sondas para a estatal por um prazo máximo de 15 anos. 

Além disso, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a Petrobras vai parar de procurar petróleo na Bahia.

A empresa já teria informado ao sindicato local que, até março, vai desligar todas as sondas de perfuração terrestre usadas para encontrar novos reservatórios no estado, informou a publicação.