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São Paulo – É inegável que muita gente acompanha de perto os passos do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide a trajetória do juro básico do país (Selic). Esse número, contudo, não chega nem perto da nova audiência que a equipe de Alexandre Tombini, presidente do BC, acaba de ganhar.
Com as mudanças nas regras da remuneração da poupança, cerca de 100 milhões de pessoas terão um grande interesse em acompanhar as suas decisões, pois elas irão afetar diretamente o rendimento da aplicação mais popular do país. Além disso, os poupadores vão ficar de olho no que o mercado tenta prever a partir das negociações dos juros futuros na BM&F.
Hoje, por exemplo, quem olhar para o contrato mais líquido, o de janeiro de 2013, descobre que o mercado estima o juro a 8,11% ao ano. Ou seja, isso quer dizer que a Selic, na visão dos operadores, poderá cair para 8,25% em dezembro. E isso já mudaria bastante o rendimento da poupança. Agora, as novas aplicações estão sujeitas a uma remuneração de 70% da Selic mais TR a partir de um juro igual abaixo de 8,5%.
O menor patamar histórico foi o 8,75% alcançado em março de 2010, quando o Banco Central ainda era comandado por Henrique Meirelles. Ao todo, desde que o último ciclo do relaxamento da política monetária teve início, em agosto de 2011, o juro perdeu 3,5 pontos percentuais. Só falta mais um pouquinho para Tombini fazer história, duas vezes. A menor Selic e a primeira a afetar a sagrada caderneta.
Nome na história
O ministro da fazenda Guido Mantega, o primeiro a tocar na poupança desde a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello em 1990, já fez a dele hoje em Brasília. Todos os focos de luz agora estão voltados para o dia 30 de maio, quando se definirá a Selic que poderá mudar o rendimento da poupança pela primeira vez desde 1861.
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