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Análise | 10/07/2012 06:00

10 previsões da BlackRock para o que resta de 2012

Bob Doll reflete sobre suas projeções lançadas no início do ano

Scott Olson / Getty Images

Trader grita no pregão em Nova York

O que o mercado pode esperar para o final de 2012, segundo a BlackRock

São Paulo – Na maioria das vezes com um posicionamento otimista quanto à recuperação dos mercados em meio à crise econômica atual, o estrategista-chefe da BlackRock, Bob Doll, fez uma breve reflexão de suas projeções lançadas no início do ano.

Em seu comentário semanal, Doll afirmou que o momento é oportuno avaliar quais caminhos a economia global tomou. Segundo ele, a maioria de suas previsões está no caminho correto para se concretizar.

Confira abaixo as perspectivas de Bob Doll e o que ele considera como os principais tópicos na análise macroeconômica atual:

1 – A crise da dívida europeia começa a diminuir, mesmo que com o velho continente ainda em recessão. A previsão de recessão na Europa já é realidade nesta segunda metade do ano. Esta recessão, pelo menos até agora, parece ser razoavelmente leve para o núcleo da Europa, embora mais significativa para os países periféricos. A principal questão é se crise da dívida começará ou não a diminuir. Caso tenhamos um movimento de forte união fiscal por lá, devemos ver alguma melhora nas condições gerais do bloco.

2 - A economia dos Estados Unidos volta a atrapalhar. Estamos considerando uma taxa anual de crescimento de 2% para o PIB americano e parece realmente que é neste patamar em que estamos atualmente. Vale lembrar que essa alta deve ser considerada apenas como aceitável, mas não excepcional. A economia dos Estados Unidos deve continuar atrapalhando a recuperação global ainda por algum tempo.

3 –
Mesmo com a desaceleração econômica generalizada, a China e a Índia contribuem com mais da metade do crescimento econômico do mundo. Os dois países diminuíram seus ritmo de crescimento. No entanto, a China tem conseguido mostrar alguma resistência frente à crise, enquanto a Índia enfraqueceu mais do que a maioria esperava. Mesmo assim, dado que atualmente haja pouca bonança em qualquer parte do mundo, os dois serão responsáveis por gerar mais da metade do crescimento econômico global em 2012.

4 – Os resultados das empresas nos Estados Unidos cresceram moderadamente, mas falharam ao superar as expectativas pela primeira vez desde a grande recessão. Os resultados cresceram num ritmo decente em 2012, mas parece que as expectativas eram demasiadamente elevadas no início do ano.

5 – Taxas dos títulos em alta e qualidade dos spreads em baixa. Vimos na primavera norte-americana uma alta nos rendimentos dos títulos do tesouro dos EUA. No entanto, tais rendimentos ainda são menores quando comparados aos patamares vistos no início do ano, quando investidores mostravam uma maior aversão ao risco. Em paralelo, os spreads para outras modalidades de renda fixa caíram.

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