Confira as principais novidades do mercado nesta quinta-feira (17)

PF divulga conversa telefônica de Lula e Dilma sobre ministério

A Polícia Federal divulgou um grampo telefônico de conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No diálogo, a presidente fala para Lula usar o termo de posse no ministério da Casa Civil "em caso de necessidade". A interpretação dos investigadores da Operação Lava Jato foi de que Dilma teria tentado evitar a prisão de Lula com a nomeação para o ministério. 

Ligação foi gravada após suspensão de grampos por Moro

O telefonema de Dilma para Lula foi gravado por volta das 13h30 da quarta-feira (16); no entanto, às 11h12 o juiz Sérgio Moro tinha determinado a suspensão das escutas telefônicas do ex-presidente. Trinta e dois minutos depois, a diretora de Secretaria Flavia Cecília Maceno Blanco escreve que avisou o delegado da Polícia Federal, Luciano Flores de Lima, sobre o assunto. Segundo a lei 9296, de 1996, é crime interceptar comunicações telefônicas sem autorização judicial.

Janot pedirá abertura de inquérito contra Dilma, diz Veja

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está decidido a pedir a abertura de inquérito contra a presidente Dilma Rousseff por obstrução de investigação judicial, informou a coluna Radar, da Revista Veja. De acordo com a revista, Janot já tinha tomado esta decisão mesmo antes da divulgação do áudio de uma conversa entre a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ativo brasileiro no exterior dispara após "grampo"

Apesar de os mercados brasileiros terem fechado antes da divulgação da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, uma série de ativos brasileiros no exterior dispararam após o que foi entendido pelos investidores como mais um impulso para o impeachment da presidente. Segundo a Folha de S. Paulo, em apenas 10 minutos, o ETF do índice MSCI Brasil 5,35% e atingiu 25,60 pontos.

Banqueiros se preocupam com nome de Lula no Planalto
A chegada de Lula à Casa Civil pode piorar ainda mais o rumo da economia brasileira, avaliam alguns banqueiros ouvidos pelo Valor Econômico. Além de gerar instabilidade no curto prazo, pode significar uma guinada à esquerda na política econômica. “No Brasil, tudo é possível, mas nada é provável, levando a incerteza a níveis intoleráveis” disse a estudantes da USP Roberto Setubal , presidente do Itaú

Investidores temem mudança em agenda econômica

A nomeação de Lula também não é vista com bons olhos por investidores estrangeiros. Ainda que a presidente Dilma Rousseff rechace esta ideia, analistas acreditam que a equipe econômica retomará o crescimento com iniciativas criticadas, como aumento dos gastos públicos e uso de bancos públicos para incentivar o crédito

Fiesp convoca lideranças para discutir momento político

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) convocou grandes empresários para discutir o momento político na tarde de hoje (17). Paulo Skaf, presidente da entidade e filiado ao PMDB, considera que Dilma deveria deixar o governo. Na noite de ontem, quem passava pela avenida Paulista via projetada no prédio da instituição uma bandeira do Brasil com os dizeres "Renúncia Já"

JBS tem prejuízo de R$ 275,1 mi no 4º trimestre

A companhia de alimentos JBS teve prejuízo líquido de R$ 275,1 milhões, ante lucro líquido de R$ 618,8 milhões um ano antes, em meio a um forte aumento das despesas financeiras. No ano, a companhia teve lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, alta de 127,9% sobre o resultado em 2014, quando foi R$ 2,036 bilhões. A receita líquida no trimestre cresceu 37,5% na comparação com 2014 e encerrou dezembro em R$ 47,161 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre, a receita cresceu 9,6%.

Agência rebaixa nota de crédito do grupo UJS

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito do gurpo USJ Açúcar e Álcool, depois que a empresa anunciou uma proposta de troca dos seus títulso de US$ 275 milhões, com vencimento em 2019 e sem garantias, por 65% do valor anunciado. Segundo o Jornal Valor Econômico, a nota foi cortada de "CCC-" para "CC" em escala global, e de "brCCC-" para "BRCC" em escala nacional.

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