São Paulo - Confira as principais novidades desta sexta-feira (22):

1 - Manutenção da Selic em 14,25% aumenta expectativa de inflação

A decisão do Copom de manter a taxa básica de juros, elevou as previsões de aumento na inflação. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a “inflação implícita” já mostra os efeitos da medida. Por exemplo: títulos com vencimento em um ano indicavam inflação de 9,41% na segunda-feira, nesta quinta subiram para 9,68%.

2 - Dólar sobe a R$4,16, maior fechamento na história do real

O dólar fechou em alta de 1,72% e atingiu R$ 4,1705, maior valor da história do Plano Real. Foi a terceira alta consecutiva, que desde terça-feira reflete os ruídos de comunicação na política monetária do Banco Central. A manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano manteve o mercado de mau humor.

3 - Mercado espera déficit primário de R$68,23 bilhões neste ano

O mercado financeiro prevê um resultado primário deficitário para o governo central em 2016 em R$ 68,23 bilhões. A medianas das previsões do relatório Prisma Fiscal está mais de R$ 90 bilhões abaixo do esperado pelo governo.

4 - Investidores ainda não veem limite para queda nos mercados

Gerentes de investimento estão alertando que os mercados provavelmente podem cair mais com a desaceleração do crescimento da China, a queda dos preços do petróleo e a falta de ferramentas dos bancos centrais para estimular as economias. O índice S&P 500 vai cair mais 10 por cento, para 1.650, e o petróleo poderia chegar a cair para US$ 20 o barril, com os investidores fugindo em busca de segurança, de acordo com Scott Minerd, chefe de investimentos da Guggenheim Partners.

5 - Líderes em Davos advertem fim da União Europeia

Líderes políticos reunidos no Fórum Econômico Mundial afirmaram que a UE pode estar com os dias contados caso os Estados-membros não cheguem a um acordo para gerenciar a crise dos refugiados e a segurança pública durante os próximos meses.

4 - Governo quer abrir crédito para setores por crescimento

O governo Dilma quer abrir linhas de financiamento para setores econômicos específicos que possam ajudar a impulsionar a economia, disseram fontes do governo. Parte dessa estratégia para tentar reverter o quadro de recessão deverá ser apresentada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social na quinta-feira da próxima semana.

6 - Cheques devolvidos em 2015 chegam ao maior nível em 24 anos

O número de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos fechou o ano em 2,25% do total compensado em 2015. Este é o pior nível desde o início da série, iniciada em 1991. O total de cheques compensados no ano foi de 755,8 milhões. 

7 - Azul vai cortar malha aérea nacional em 7%

A Azul Linhas Aéreas anunciou que vai reduzir sua capacidade doméstica em 7% e vai promover cortes na malha até abril. A fim de diminuir o tamanho de sua frota, a companhia vai transferir algumas de suas aeronaves para a TAP.

8 - Agronegócio surpreende e cria 9,8 mil vagas em 2015

Por ser um setor menos dependente do mercado interno e mais voltado à exportação, a desvalorização do real acabou funcionando como um estímulo ao agronegócio. De acordo com informações publicadas no jornal O Estado S. Paulo, setor teve o melhor resultado na geração de empregos formais, com 9,8 mil novos postos de trabalho.

9 - Governo e Samarco estão próximos de acordo de R$ 20 bilhões

O governo e a Samarco, joint venture da Vale com a BHP Billiton, estão próximos de fechar um acordo de cerca de 20 bilhões de reais por danos relacionados ao rompimento da barragem em Mariana (MG), disse o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams.

10 - Verizon tem receita maior que a esperada no 4º trimestre

A Verizon Communications divulgou receita maior que a esperada para o quarto trimestre, com fortes promoções ajudando a combater ofertas agressivas e descontos de rivais.A maior operadora de telefonia celular dos Estados Unidos adicionou à sua rede 1,5 milhão de clientes pós-pagos, abaixo dos 2 milhões no ano anterior, mas o resultado veio acima das estimativas médias de analistas.

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