Mercado monitora reunião em Berlim e resultado da Alcoa

São Paulo – A semana começa com reunião entre os líderes de Alemanha e França em Berlin nesta segunda-feira para discutir meios de impulsionar o crescimento na zona do euro, assim como tentar finalizar um acordo para aumentar a coordenação fiscal dentro da união monetária. Mas as expectativas para os desdobramentos da reunião são baixas.

O foco está mais voltado para a agenda intensa de leilões de títulos planejada para os próximos dias, que inclui ofertas de emissores triple-A como Alemanha, Holanda e Áustria, além de operações com novas dívidas soberanas de Espanha e Itália na quinta-feira e sexta-feira. A expectativa é de que os leilões movimentem mais de 21 bilhõs de euros.

Nos Estados Unidos, enquanto isso, o início “oficial” da temporada de resultados corporativos começa nesta segunda-feira quando a Alcoa reporta o desempenho trimestral após o fechamento de Wall Street. No mercado financeiro, o quadro ainda era indefinido, apesar de dados melhores sobre a confiança do investidor europeu e as contas do comércio exterior na Alemanha.

Às 8h20, o índice europeu FTSEurofirst 300 cedia 0,19 por cento e o futuro do norte-americano S&P 500 caía 0,05 por cento — 0,70pontos. O MSCI para ações globais ganhava 0,12 por cento e para emergentes , 0,2 por cento. O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão verificava acréscimo de 0,2 por cento.

Em Tóquio, o Nikkei não operou por feriado. O índice da bolsa de Xangai terminou na subui 2,89 por cento. Entre as moedas, o euro era cotado a 1,2780 dólar, ante 1,2720 dólar, na sexta-feira.

O índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais, cedia 0,32 por cento.

No caso das commodities, o petróleo do tipo Brent subia 0,06 por cento em Londres, a 113,13 dólares, enquanto o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova York caía 0,35 por cento, a US$ 101,20.

No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro caiu 0,16%. Em novembro, o indicador subiu 0,43%. A previsão de analistas consultados pela Reuters era de queda de 0,2%. No acumulado de 2011, o índice subiu 5%. A FGV também reportou alta de 0,93% para o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na primeira quadrissemana de janeiro.

Ainda, o Boletim Focus do Banco Central mostrou manutenção nas expectativas para a Selic no final de 2012, em 9,5 por cento e para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, em 3,30 por cento.


Veja a variação dos principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO – O dólar fechou a 1,8509 real, em alta de 0,55 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA – O Ibovespa teve variação positiva de 0,09 por cento, para 58.600 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,54 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS – Às 18h35, o índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,73 por cento, a 29.837 pontos.

JUROS – No call das 16h, o DI janeiro de 2013 estava em 10,070 por cento ao ano ante 10,150 por cento no ajuste anterior.

EURO – A moeda comum europeia era cotada a 1,2719 dólar, ante 1,2780 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40 – O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,188 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,737 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS – O risco Brasil caía 1 ponto, para 213 pontos-básicos. O EMBI mostrava estabilidade a 372 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA – O índice Dow Jones caía 0,4 por cento, a 12.366 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 0,16 por cento, a 1.279 pontos, e o Nasdaq registrava variação positiva de 0,3 por cento, aos 2.677 pontos.

PETRÓLEO – Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto recuou 0,25 dólar, ou 0,25 por cento, a 101,56 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS – O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9631 por cento ante 1,996 por cento no fechamento anterior.