Lucro do BB desaba no 4º tri, mas promessas levantam ações

Os papéis reverterama queda após executivos frisarem que estão focados em elevar os níveis de rentabilidade para níveis similares aos dos rivais privados

São Paulo – O Banco do Brasil recebia um voto de confiança dos investidores nesta quinta-feira, com as ações subindo na bolsa, refletindo o otimismo do mercado com promessas de melhora da rentabilidade, mesmo após forte queda no lucro no fim de 2016.

Às 16h07, a ação do banco subia 2,42 por cento. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,2 por cento.

A ação abriu o pregão em queda, na esteira de uma sucessão de números decepcionantes do quarto trimestre, incluindo queda de mais de 60 por cento do lucro, aumento da inadimplência e das provisões para calotes, e a perda da liderança do ranking por ativos para o Itaú Unibanco.

Mas os papéis reverteram após executivos do banco frisarem que estão focados em elevar os níveis de rentabilidade para níveis similares aos dos rivais privados.

“Estamos no caminho certo para nos aproximar da rentabilidade dos nossos concorrentes”, disse a jornalistas o presidente-executivo do BB, Paulo Rogério Caffarelli. “Rentabilidade será mais importante do que market share”.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) – que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas – caiu quase 5 pontos percentuais sobre o último trimestre de 2015, para 7,2 por cento, em bases ajustadas.

O BB não apresentou uma previsão para esta linha, mas definiu como meta atingir um lucro ajustado na faixa de 9,5 bilhões a 12,5 bilhões de reais neste ano, após 7,2 bilhões de reais no ano passado.

Executivos do banco contaram que isso pode significar um ROE ao redor de 12 por cento neste ano. A título de comparação, no quarto trimestre o índice do Itaú Unibanco foi de 20,7 por cento e o do Bradesco, de 17,6 por cento.

Em relatório, analistas do Itaú BBA consideraram que os resultados fracos do quarto trimestre já eram esperados e que a notícia mais importante foram mesmo as previsões para este ano.

“A previsão do BB implica um forte crescimento do lucro, devido principalmente à redução das provisões para perdas com inadimplência”, afirmaram os analistas Thiago Batista, Guilherme Costa e Alexandre Spada, que assinam o documento.

O BB previu provisões para calotes de 20,5 bilhões a 23,5 bilhões de reais neste ano, após 27 bilhões de reais em 2016.