Juros futuros cedem com manutenção de vetos de Dilma

Hoje, senadores e deputados também mantiveram o veto ao atrelamento da política de salário mínimo a todos os benefícios pagos pelo INSS

São Paulo – As taxas futuras de juros trabalharam o dia todo em queda nesta quarta-feira, 18, influenciadas pelo resultado da votação dos vetos presidenciais pelo Congresso Nacional, tanto na sessão de ontem, quanto na de hoje, como também pelo recuo do dólar no Brasil.

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2016 registrava 14,186%, de 14,190% ontem. O DI para janeiro de 2017 estava em 15,45%, de 15,52% na véspera, e o janeiro de 2021 marcava 15,51%, de 15,59% no ajuste anterior.

Na sessão de ontem, o Congresso manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste do Poder Judiciário, uma conta estimada em R$ 36,2 bilhões entre 2015 e 2019.

Hoje, senadores e deputados também mantiveram o veto ao atrelamento da política de salário mínimo a todos os benefícios pagos pelo INSS.

O governo calculava o impacto com a eventual derrubada do veto em R$ 11 bilhões entre 2015 e 2019.

O resultado das votações é importante para o controle das contas públicas, embora ainda falte muito para o equilíbrio dos números.

Além disso, o governo obteve a simpatia do Congresso, mas ainda não assumiu o controle da base. O que significa dizer que a aprovação da proposta de criação da CPMF é uma grande incógnita.

Durante a tarde, as taxas começavam a se encaminhar para perto dos ajustes anteriores, para se prepararem para a divulgação da ata do Federal Reserve, mas a votação do Congresso relacionada aos benefícios da Previdência promoveu uma nova onda de baixa nos DIs.

A ponta curta da curva a termo também cedeu em meio à expectativa de que o Copom mantenha a Selic estável em 14,25% ao ano no encontro da próxima semana. Assim, passou a retirar prêmios das taxas, diante de um ambiente de tranquilidade do dólar.

A moeda norte-americana operava, às 16h13, em queda de 0,72%, a R$ 3,7848. No mercado futuro, a moeda para dezembro recuava 0,86%, a R$ 3,7965 no mesmo horário.

Os dados do IBC-Br não afetaram as taxas. Segundo o Banco Central, o índice apresentou baixa de 0,50% em setembro ante agosto, a quarta consecutiva na margem, na série com ajuste.

O resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado. No terceiro trimestre, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central registrou baixa de 1,41% em relação ao segundo.

O resultado apresentou um recuo maior do que a mediana de -1,26% das previsões do mercado financeiro.