Dólar R$ 3,14 -1,22%
Euro R$ 3,71 0,08%
SELIC 9,25% ao ano
Ibovespa 0,67% 70.478 pts
Pontos 70.478
Variação 0,67%
Maior Alta 7,42% GOAU4
Maior Baixa -1,99% SMLE3
Última atualização 23/08/2017 - 17:21 FONTE

JBS e BRF desabam na Bolsa com operação da Polícia Federal

Executivos das companhias foram presos na operação da Polícia Federal chamada Carne Fraca e que foi deflagrada na manhã de hoje

São Paulo – As ações da JBS e da BRF lideravam as perdas do Ibovespa na tarde desta sexta-feira (17). Os papéis da JBS registravam queda de 10,68% e da BRF de 8,13%. As ações eram negociadas em 10,66  reais e 36,75 reais, respectivamente.

O mercado repercute a Operação Carne Fraca que foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje.

Em nota, a PF informou que aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao esquema.

Segundo o jornal O Globo, entre os executivos que foram presos estão o gerente de Relações Institucionais do Grupo BRF, Roney Nogueira dos Santos, e o funcionário da Seara, do grupo JBS, Flavio Cassou.

O jornal afirma ainda que a decisão também prevê o bloqueio de contas bancárias e de aplicações financeiras de até 1 bilhão de reais e o bloqueio de outros bens de 46 pessoas, entre elas Flavio Cassou, do JBS, e Roney Nogueira dos Santos, do BRF. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão das contas de 46 investigados na operação.

A operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”.

Posicionamento

Em comunicado enviado ao mercado, a JBS afirmou que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos e que a sua sede não foi alvo da operação. Confira o comunicado na íntegra.

A JBS S.A. (IBOV: JBSS3, OTCQX: JBSAY, “Companhia”; “JBS”) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação. A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura. A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas. A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos. A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.

A BRF também enviou um comunicado ao mercado afirmando que está colaborando com as autoridades para esclarecimento dos fatos. Disse ainda que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos.  Veja na íntegra.

BRF S.A. (“BRF” ou “Companhia”) (BM&FBovespa: BRFS3; NYSE: BRFS), nos termos da Instrução CVM nº358, de 3 de janeiro de 2002, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em relação à operação da Polícia Federal realizada na manhã desta sexta-feira, está colaborando com as autoridades para esclarecimento dos fatos. A companhia reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua.

 

 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Jeferson Oliveira

    Sorteio de Iphone 6S
    http://www.sorteioiphone.esy.es

  2. Jânia Paula

    Explicado como me causaram uma intoxicação alimentar em 27/02/2017 e o motivo do assedio que recebi indicando o Carro Zé Pilantra da Mangueira, do Risoleta Tolentino Neves ter retido meu prontuário médico e documentos de internação! Sofri um atentado… SALVE RAINHA !V!

  3. PAULO CESAR CARRIJO

    É inacreditável o grau de irresponsabilidade com que as coisas e as notícias são divulgadas nesse país. O estrago na imagem das empresas e na do país lá fora será impressionante e catastrófico, no entanto, em nenhum momento o laudo técnico das análises fito sanitárias e microbiológicas dos produtos foram apresentadas e nenhum laudo de insalubridade das plantas produtoras foi demonstrado muito menos questionado pelos justiceiros mediáticos da imprensa. Mesmo assim, a notícia é dada como se toda a cadeia produtiva estivesse contaminada e nós, meros e insignificantes mortais, somos vítimas, tanto de eventuais produtos contaminados como por notícias facciosas que acreditamos serem sempre verdadeiras sem ao menos questionar e esperar pelas provas materiais dos fatos arrolados. A mim me parece que nos dias de hoje todo mundo tem “sede de justiça”, não importa de quem contra quem, pois, todo mundo é culpado até prova em contrário. Só que quando as provas em contrário aparecem ninguém liga mais porque já há outro caso em voga e, assim, fica o dito pelo não dito, porém, com grande passivo de perda e de destruição na imagem, nas finanças e na dignidade de quem foi acusado em vão. Não é possível que esquecemos os princípios éticos que deveriam pautar e nortear nossos procedimentos e julgamentos.