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Após IPO | 23/05/2012 11:06

Facebook é processado por escritório que levou US$ 7 bi no caso Enron

Representantes de minoritários alegam que prospecto da empresa de Mark Zuckerberg era “falso e enganoso”

Getty Images

Fachada da Nasdaq na estreia das ações do Facebook na bolsa

São Paulo – O escritório de advocacia americano Robbins Geller gosta de uma boa briga para defender direitos de acionistas minoritários. Eles são especialistas em casos do mercado financeiro e a nova vítima é o Facebook (FB).

O escritório não está processando apenas a empresa, mas também o Morgan Stanley, Mark Zuckerberg, outros diretores e bancos coordenadores da oferta pública de ações (IPO) da rede social, como o J.P.Morgan, Goldman Sachs, Merrill Lynch e Barclays.

Dessa vez, eles acusam a empresa e os coordenadores da oferta de infringir as regras que regem o mercado financeiro dos Estados Unidos. Os advogados chegaram a afirmar que o prospecto registrado para o IPO era “falso e enganoso”.

“Os acusados falharam em revelar que, como o Facebook estava experimentando uma queda no crescimento de sua receita por conta do aumento do acesso por aplicativos ou pelo celular em detrimento dos computadores tradicionais, na ocasião do IPO, a companhia pediu para que seus coordenadores reduzissem as estimativas de performance em 2012”. Essa informação, que deveria ser publica, foi transmitida apenas para alguns investidores específicos.

Minoritários que se sentiram prejudicados no IPO do Facebook têm até o dia 22 de julho para se unir ao escritório no processo.

 

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