Índice recua e ações de educação ocupam ponta negativa

As ações de educação figuravam entre as maiores perdas do principal índice da bolsa paulista, em meio a incertezas ligadas à fusão e aquisição no setor

São Paulo – A Bovespa recuava pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira, novamente pressionada pela aversão a risco no exterior, com queda de bolsas e commodities, enquanto investidores seguem esperando anúncio da meta fiscal de 2017 no país.

As ações de educação figuravam entre as maiores perdas do principal índice da bolsa paulista, em meio a incertezas ligadas à atividade de fusão e aquisição no setor.

Às 10h37, o Ibovespa caía 1,2 por cento, a 51.218 pontos. O volume financeiro somava 550 milhões de reais.

Wall Street mostrava perdas nos primeiros negócios e o petróleo voltava a recuar, com investidores ainda temerosos sobre os potenciais desdobramentos da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia.

Do quadro local, o foco segue na decisão da meta fiscal do próximo ano. Fontes governamentais afirmaram à Reuters na véspera que o governo deve fixar um déficit primário ao redor de 160 bilhões de reais para 2017. Uma reunião prevista para esta noite, definiria a meta.

Destaques

-PETROBRAS tinha as preferenciais cedendo 2,4 por cento e as ordinárias recuando 2 por cento, em nova sessão negativa dos preços do petróleo . O Goldam Sachs elevou o preço-alvo das ações da companhia, citando taxa de câmbio e cenário de remuneração dos bônus, mas manteve recomendação “venda”, dados os desafios ainda significativos.

– ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES caía 3,9 por cento, após informar a renúncia do presidente-executivo, Chaim Zaher, que volta a ocupar cadeira no Conselho de Administração da empresa para discutir as propostas de fusão e aquisição recebidas recentemente pela companhia. KROTON EDUCACIONAL, que fez oferta pela rival, caía 2,2 por cento.

– ECORODOVIAS e CCR recuavam as duas 3,1 por cento, entre os destaques negativos do Ibovespa, em meio ao aumento dos juros longos. Também repercutia reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de que o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União querem barrar a tentativa do governo de renovar, sem licitação, as atuais concessões de rodovias federais.

– VALE mostrava as preferenciais em baixa de 1,5 por cento e as ordinárias caindo 2,1 por cento, em meio à fraqueza de commodities.

– COSAN valorizava-se 1,0 por cento, em meio a expectativas de que o governo possa elevar tributos como a Cide, que incide sobre os combustíveis, a fim de melhorar o resultado das contas públicas.