Ibovespa recua 0,7% com pressão da Vale

No front interno, operadores acompanharam as medidas do governo federal, parte delas voltadas para o cartão de crédito

São Paulo – A Bovespa fechou esta quinta-feira em baixa, com as ações da Vale entre os destaques negativos, noutra sessão de baixa liquidez antes das festas de fim de ano.

O Ibovespa caiu 0,68 por cento, a 57.255 pontos, após ter caído 1,4 por cento na mínima, abaixo de 57 mil pontos.

O giro financeiro da sessão somou 6 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês, de 9,44 bilhões e do ano, de 7,49 bilhões.

No front interno, operadores acompanharam as medidas do governo federal, parte delas voltadas para o cartão de crédito, e o presidente Michel Temer afirmou que isso permitirá queda superior a 50 por cento dos juros cobrados.

Temer também anunciou que os trabalhadores poderão sacar recursos integrais de contas inativas do Fundo de Garantida do Tempo de Serviço (FGTS), com potencial para injetar 30 bilhões de reais na economia.

No exterior, o foco foram dados econômicos norte-americanos. A maior economia do mundo cresceu 3,5 por cento no terceiro trimestre, no melhor desempenho em dois anos.

Destaques

– VALE PNA caiu 5,18 por cento e VALE ON perdeu 4,15 por cento em dia de fraqueza dos preços do minério de ferro na China.

– GERDAU PN recuou 4,27 por cento, enquanto CSN cedeu 2,34 por cento, também influenciadas pela baixa nas cotações do minério e do aço na China.

– PETROBRAS PN cedeu 2,3 por cento e PETROBRAS ON recuou 1,21 por cento, mesmo após o preço do petróleo no mercado internacional inverter e passar a subir. [O/R]

– HYPERMARCAS ON caiu 1,51 por cento, perdendo fôlego após subir 5 por cento mais cedo, após notícia de que a empresa de produtos farmacêuticos decidiu vender a divisão de fraldas para a belga Ontex por cerca de 1 bilhão de reais. As duas empresas confirmaram as negociações, mas dizem que nenhum acordo foi fechado ainda.

– CEMIG PN subiu 1,79 por cento. Na véspera, o conselho de administração da elétrica anunciou a eleição de Bernardo Salomão como novo diretor-presidente, no lugar de Mauro Borges.